... que eu já não tenho pachorra para estas tretas do "custo do despedimento".
Dani Rodrik explica hoje muito bem o porquê de não fazer qualquer sentido facilitar os despedimentos numa altura como esta. Frase relevante a citar: "(...) expliquem[-me] como é que reduzir os custos de despedimento consegue baixar o desemprego numa altura de queda de procura de trabalho".*
Ele tem razão. O problema não é o custo por trabalhador, seja no salário ou no contrato. Num país num estágio avançado, isso é treta que passou à História. É um argumento sem sentido. De todos os problemas que carecem de resolução, um dos primeiros e mais urgentes é a concentração de riqueza. A cativação dos rendimentos e da riqueza nas classes altas e o rendimento de subsistência para as classes baixas representa uma externalidade negativa séria, porque funciona como colete-de-forças de uma actividade económica que não arranca. A classe alta poupa o que acaba por não ser investido porque não há perspectivas de escoamento da produção.
Façam um teste igual a este para Portugal e retirem conclusões.
Não devo ser o único a pensar que aquela "cláusula" da razão atendível para o despedimento é uma manobra de distracção. Vai ser o cordeiro de sacrifício na negociação e vai cair rapidamente, acabando por conseguir fazer aprovar a revisão constitucional e funcionando como moeda de troca para a aprovação do Orçamento. Não interessa a ninguém, e nem mesmo o PSD acredita nessa balela. O que move o PSD é a privatização da RTP e uma nova consciência de Estado Social. O resto são panfletos.
* Em "economês", procura de trabalho significa a busca de trabalhadores por parte das empresas, ao invés da expressão popular que tem o sentido inverso.
Dani Rodrik explica hoje muito bem o porquê de não fazer qualquer sentido facilitar os despedimentos numa altura como esta. Frase relevante a citar: "(...) expliquem[-me] como é que reduzir os custos de despedimento consegue baixar o desemprego numa altura de queda de procura de trabalho".*
Ele tem razão. O problema não é o custo por trabalhador, seja no salário ou no contrato. Num país num estágio avançado, isso é treta que passou à História. É um argumento sem sentido. De todos os problemas que carecem de resolução, um dos primeiros e mais urgentes é a concentração de riqueza. A cativação dos rendimentos e da riqueza nas classes altas e o rendimento de subsistência para as classes baixas representa uma externalidade negativa séria, porque funciona como colete-de-forças de uma actividade económica que não arranca. A classe alta poupa o que acaba por não ser investido porque não há perspectivas de escoamento da produção.
Façam um teste igual a este para Portugal e retirem conclusões.
Não devo ser o único a pensar que aquela "cláusula" da razão atendível para o despedimento é uma manobra de distracção. Vai ser o cordeiro de sacrifício na negociação e vai cair rapidamente, acabando por conseguir fazer aprovar a revisão constitucional e funcionando como moeda de troca para a aprovação do Orçamento. Não interessa a ninguém, e nem mesmo o PSD acredita nessa balela. O que move o PSD é a privatização da RTP e uma nova consciência de Estado Social. O resto são panfletos.
* Em "economês", procura de trabalho significa a busca de trabalhadores por parte das empresas, ao invés da expressão popular que tem o sentido inverso.
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