Em termos sintéticos, consiste na contribuição de uns fanfarrões que em tudo divergem uns dos outros nas mais variadíssimas matérias. O objectivo seria realizar um consenso e assim talvez aproximarmo-nos da Verdade, mas desde já assumimos com alguma descrença e sem pejo algum, que algum dia se logrará!
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Entalado
É a armadilha de liquidez, estúpido!
28 Set 2009: Taxa de poupança das famílias sobe 1,6%
Ainda acham que não? See for yourself.
Nem de propósito, vale a pena ler o post do Krugman de hoje. Pode ser pedagogicamente importante, se se derem ao trabalho. É rápido e intuitivo.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Legislativas 2009 - Algumas considerações

- O CDS elegeu deputados onde há muito não o fazia e onde nunca o tinha feito.
- Elegeu jovens e fez-se eleger massivamente por jovens
- Foi terceira maior força polítca
- Alcançou os dois digitos que significam 20 ou mais deputados
- Fez campanha com o mais baixo orçamento dos 5 maiores partidos
- Teve o seu melhor resultado desde 1985
Novamente as sondagens não previram nada disto...
O PSD teve novamente uma das suas piores derrotas quando ainda há pouco as sondagens lhe davam empate técnico.
O Bloco não cresceu tanto quanto as sondagens diziam
A CDU foi relegada para 5a força política mas continua a reclamar vitória
O PS com Sócrates terá de aprender a governar em permanente negociação
Espera-nos agora a questão constitucional:
Art.187,n1 - O PR nomeia o PM de acordo com os resultados eleitorais. A tradição constitucional tem sido a nomeação do líder do partido mais votado. Muito provavelmente assim continuará ainda que o PS não tenha, quanto a mim, condições para governar em estabilidade. Mas o povo falou...
sábado, 26 de setembro de 2009
Contratação sonante do Tragédia!
É com grande satisfação que anuncio a novíssima contratação deste blog. António Miguel de Sousa vulgo Tonicha, como de resto é conhecido no meio académico coimbrão, é um liberal social e um grande apreciador de Francis Fukuyama. Estou certo que fará uma contribuição apreciável neste blog, acrescentando uma nova perspectiva a este blog, que se caracteriza por reunir um painel de comentadores com opiniões bastante diversas. Por iniciativa do José Nuno e a meu convite, António Sousa aceitou o desafio de debater ideias neste espaço e de nos presentear com a sua válida e única opinião.
Tenho ainda a acrescentar que António encontra-se prestes a embarcar para Londres, para trabalhar e, estou certo que também, cultivar o seu irremediavelmente complexo, espírito livre. Será, portanto, o nosso correspondente especial em Londres!
Para Reflectir
Dia de reflexão...
Resultado da sondagem Tragédia dos Comuns
CDS - 21%
BE - 17%
PS - 10%
CDU - 5%
O que se nota aqui é sobretudo a abundância de "caciqueiros" para o lado Laranja neste blog, o João Correia e penso que...o Luís Araújo.
A votação do CDS/PP é mais ou menos genuína, os meus conhecimentos informáticos não dão para tanto...
O Eduardo trabalhou pouco neste cacique.
O Luís Oliveira não deve ter cacicado para nenhum destes porque parece estar mais virado para a coligação dos humanistas e ecologistas.
A grande novidade é que há finalmente uma sondagem que dá ao CDS mais votos do que porventura vai realmente ter!Domingo logo veremos...
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
A esta hora a dar voltas no túmulo...
Mesmo passadas quatro décadas da sua morte, o fantasma de Salazar continua por aí...
É presentemente a grande estratégia da recta final do Partido Socialista colar a figura de Ferreira Leite a Oliveira Salazar das formas mais absurdas.
Não sei neste momento quem deve estar mais incomodado, se Ferreira Leite ou se o Dr. Salazar... O que é certo é que pele menos ele lá foi ganhando umas eleições nos últimos quatro anos. E pasme-se! Era para um concurso de popularidade...
Melhor [do que ela] é possível
É assim que o MEP quer dar esperança a Portugal, com hipocondríacos?
Desmistificar o Bloco

No caso do Bloco, tratou-se de uma fusão destes retalhos aos quais se foram acrescentando faseadamente alguns outros.
È o caso dos comunistas descontentes com a rigidez de forma e conteúdo que persistia no PCP. A organização interna obscura bem presente no órgão comité central, as incongruências entre o voto não secreto no seio dos órgãos do partido com os valores da democracia e a tendência de cristalização de ideias, fez afastar a juventude. Tudo isto significou para o Bloco uma conquista nas fronteiras do PCP.
O Bloco foi também crescendo, graças a um marketing bem esculpido, uma imagem moderna, uma linguagem simples, o soundbyte dos temas fracturantes que construíam uma imagem de tolerância sem limites. Mais do que um partido, o bloco era agora um produto do Marketing vendido como o partido Light que lhe valeu conquistas no eleitorado volátil mas sobretudo no eleitorado jovem. A imagem vanguardista e tolerante era atraente o suficiente para também as pessoas do mundo da arte e espectáculo se quererem colar a ela.
Era também o partido com uma função facilitada na oposição. Era apenas partido de contra-poder, á partida, não alcançaria o governo e por isso mesmo podia usar e abusar da demagogia e do discurso fácil e colher frutos do voto de descontentamento.
A sua pose moralista personificada em Francisco Louça, o seu discurso provocador sem qualquer pudor, a imagem imaculada de quem nunca pisou o poder, constituem mais alguns dos ingredientes de atracção.
A sua ultima grande oportunidade foi a cisão da ala esquerda do PS que deixou de se rever nas políticas do governo Sócrates e migrou, um pouco pela mão de Alegre, acabando por encontrar no bloco a sua nova casa política.
Desta história e deste percurso resulta o partido de hoje ao qual as sondagens atribuem a posição de terceiro maior partido português.
Quanto a mim o Bloco nunca deixou de ser um partido da esquerda radical com propostas mirabolantes mas é sem duvida um partido com um marketing bem construído e um líder hábil e instruído.
Mas não chega, porque não passa disto. Continua a ser programaticamente uma convergência de trotskismo, marxismo e maoísmo, uma “salada russa” de extremismo esquerdista absolutamente ultrapassado. Uma esquerda irresponsável, confusa e duvidosa. Espero sinceramente que o eleitorado português não se perca em insensatez e sobretudo que a juventude não se deixe enganar pelas bandeiras de facilitismo.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
A Demonização (2)
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Um partido a considerar
Vale muito a pena ler o programa da coligação (Partido da Terra + Partido Humanista). Está lá muito do que carece de mudança por estes lados, à excepção de uma coisa ou outra em que não concordarei tanto.
Julgo que é importante dar voz aos pequenos partidos, não só por uma questão de frescura de ideias, mas também pela desconfiança e descrença na actual elite política. É também por isso mesmo que julgo ser sensato para a direita liberal votar no MMS - Movimento Mérito e Sociedade - que, apesar de não consubstanciar propriamente a minha cartilha de ideais (pelo contrário), é um partido/movimento que, ao contrário do PSD, consegue ser credível, coerente e interessante nas suas propostas.
Gostaria de ver ambos estes partidos/movimentos com, pelo menos, um deputado eleito cada na AR.
Comédia
Ri-me a bandeiras despregadas quando isto passou no Tempo de Antena da TV hoje.
sábado, 19 de setembro de 2009
O Peso da Idade
A Demonização

quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Thomas Jefferson

segunda-feira, 14 de setembro de 2009
As Agências de Comunicação
domingo, 13 de setembro de 2009
Dizem-me que não foi bem assim...
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Boas razões para não votar no Bloco de Esquerda...
As propostas mais inauditas do bloco de esquerda:
“• Portugal deve sair da NATO e pugnar pela extinção deste e de todos os blocos militares.”
“• Portugal deve bater-se pelo encerramento de todas as bases militares estrangeiras na Europa e pôr termo à
cedência da Base das Lajes, nos Açores, aos EUA.”
“• Portugal deve defender o desarmamento geral e universal, e opor-se, como membro da UE, à constituição
de uma força armada europeia.”
“• Regularização dos clandestinos e a legalização dos imigrantes, com todos os direitos e deveres”
“• Reconhecimento legal de todos os pais e mães homossexuais ou bissexuais que já existem e já formam
uma família;”
“• Interviremos na revisão constitucional no sentido de manter as virtualidades democráticas, sociais e pacíficas
da Constituição da República, rejeitando a descaracterização liberal e o atrofiamento democrático,
com defesa firme dos limites materiais da revisão, definidos no próprio corpo da CRP no seu artigo 288º.
O Bloco de Esquerda não tem uma visão imobilista do Estado constitucional mas rejeita e combate toda a
perspectiva regressiva. “
“• Instalação de câmaras de vídeo nas esquadras, para registar os depoimentos e interrogatórios a detidos,
assegurando o cumprimento da lei e dos direitos das pessoas(...)"
“• Regime de segurança pública preventiva e de base comunitária;”
“• Policiamento de proximidade com a intervenção activa das populações, através de conselhos municipais
e de freguesia em que estejam representadas todas as comunidades e em particular os mais jovens;”
“• A rejeição das patentes de software;”
“• Impedir posição dominante no mercado de jornais nacionais generalistas e na imprensa especializada
mais relevante (economia e desporto);”
“• Banco público de terras: todas as terras públicas e privadas com aptidão agrícola e em situação de abandono
devem ser integradas num banco de terras gerido pelo Estado, sendo arrendadas a projectos agrícolas,
com prioridade à instalação de jovens agricultores;”
“• Exclusão da agricultura das negociações da OMC e dos acordos bilaterais;”
“• Fim de rodeos, de touradas de morte ou à vara.”
“• Fim do uso de animais nos circos, promovendo a qualificação de profissionais do novo circo;”
“• Definição legal das regras de tratamento de animais de companhia.”
“• A parte da ENI e de Américo Amorim-Sonangol na Galp devem reverter para o Estado, e o capital público
deve voltar a ser maioritário na EDP;”
“• Os pagamentos em espécie devem ser tributados (como o usufruto de viaturas de serviço e o uso livre de
telemóveis).
“• Agravamento da tributação em IMI da situação de desocupação das casas.”
“• a constituição de turmas de nível (turmas de “bons” e de “maus” alunos);”
“• a prescrição médica de heroína no âmbito da assistência e tratamento dos toxicodependentes;”
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
O meu resultado!


Um autêntico muro de Berlim separa-me do Luís Oliveira. Eu sou a RFA, ele, a RDA. Dizem que a história tende a repetir-se. Chegará alguma vez o dia em que Luís (o esquerdalho) tentará saltar o muro para comprar, quem sabe, um Renault ou um Macintosh? Eu cá saltava! Não queria andar toda a minha vida, a conduzir um Lada!
Uma excelente notícia
Desde há uns tempos para cá que me tenho dedicado com extrema atenção à temática dos acordos da Conference of the Parties (que originou no famoso Protocolo de Quioto) e que tem governado o centro do debate em torno das emissões dos gases de efeito de estufa. A UE fez bem em assumir a dianteira, ao se comprometer numa redução até 2020 (conjunta, mas diferenciada) em 8% aos níveis de 1990. A sua clara concepção de dianteira estava patente nos valores anteriormente assumidos pelos EUA e pelo Japão: 7%.
Anteontem, o Japão (com um novo primeiro-ministro, este mais progressista) ultrapassou todas as expectativas ao se comprometer com uma redução de 25%. A UE terá agora de se esforçar para retomar a fronteira do combate às alterações climáticas, tal como tem feito até agora.
Esta disciplina induzida por esta decisão do Japão traz um precedente fantástico que antevê grandes debates e decisões por altura da COP15, em Copenhaga, em Dezembro próximo, onde se esperam mais avanços do que na edição do ano passado em Poznan (Polónia). Nessa altura, cá estarei para retomar o tema. Já não falta muito. (Site da UNFCCC)
terça-feira, 8 de setembro de 2009
A nova mandatária do PS
Imagino que nas próximas almoçaradas-comício do partido socialista estarão delegados a retirar os caroços da fruta, ou então, será providenciada fruta enlatada do tipo “melocotón” para agradar à novíssima mandatária, Carolina Patrocínio.
A propósito de troca de bandeiras, desta feita em Espanha...
Um caso semelhante de troca de bandeiras passou-se em Espanha.
Um indivíduo subiu a um edifício público e trocou a bandeira monárquica pela republicana. Foi condenado a pagar uma multa pelo crime de ultraje a Espanha. Recusa-se agora a pagar arriscando-se assim, a cumprir pena de prisão subsidiária.
Como se vê, não é só em Portugal que se considera importante sancionar o crime de ultraje, também a nossa vizinha Espanha partilha do mesmo entendimento e assim já não se pode usar aquele argumento bacoco de que ainda existem resquícios de uma mentalidade salazarista, só porque se considera o crime tal como ele é.
Agora não me venham dizer que isto tem a ver com o Franco ou com a Inquisição espanhola…
*agradecimento especial ao Vasco Campilho que através do seu blog me informou acerca deste incidente.
domingo, 6 de setembro de 2009
Uma aluna com muito para aprender
Hoje Francisco Louçã matou-lhe as saudades.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Mitos (2)
Ora, isso é uma mentira pegada. É preciso notar que, até há bem pouco tempo, grande parte do Mundo Ocidental esteve à beira de entrar numa situação que a Economia apelida de “armadilha de liquidez”. É uma situação que ocorre em crises financeiras profundas e que se caracteriza, entre outras coisas, pela coisa estranha de as pessoas serem indiferentes entre manter liquidez no bolso ou investir em títulos. Os factos não enganavam: a crise foi profunda, as taxas de juro eram baixíssimas e o consumo e o investimento estavam em queda abrupta. Pior do que tudo, os preços ameaçavam entrar em descida incontrolada.
Numa armadilha de liquidez, de nada vale às autoridades monetárias injectar moeda para relançar o consumo, na medida em que este é sucessivamente adiado (por força das expectativas deflaccionárias) e porque é uma situação de forte sensibilidade após um choque tremendo, o que causa repulsa a gastos não-correntes das famílias e a investimentos empresariais. Ou seja, é aquela situação anómala de haver tanta liquidez na economia mas sem que ninguém faça uso dela de modo produtivo. Foi uma situação que caracterizou o Japão nos últimos 17 anos (e ainda não está totalmente resolvida), mas que podemos evitar se tomarmos as medidas correctas.
Há bocado vagueava pelo site do Banco Central Europeu e constatei que tinham lançado hoje mesmo dados novos sobre as taxas de juro e os depósitos e empréstimos bancários (PDF). O que constatei foi o óbvio e o esperado – o que não falta nos bancos hoje é dinheiro:
- a poupança das famílias e das empresas tem vindo a aumentar significativamente desde há um ano, apesar do desemprego;
- as operações de mercado aberto (no caso, injecção massiva de liquidez) do BCE, da Fed e dos BC’s do Reino Unido e da Suíça acrescentaram ainda mais dinheiro ao sistema financeiro;
- o Estado Português, à semelhança de outros, deu um aval bancário que garante a sustentabilidade do sistema em período de crise.
Ou seja, os países ocidentais já andam a lançar projectos de despesa dita megalómana e de recuperação económica à custa do crédito há vários meses e as taxas de juro nem pestanejaram – na realidade, as taxas têm vindo a descer cada vez mais, atingindo níveis mínimos históricos aqui e ali, e a poupança está anomalamente elevada. Há tanta liquidez no sistema que vai ser preciso dois ou três anos para que os investimentos do Estado tenham efeito significativo sobre as taxas de juro.
Resumindo: a injecção monetária nada resolve, pois o que esta faz é apenas provocar maior pressão para a baixa das taxas de juro. E com a inutilidade de desvalorizar moedas (porque a recessão é global e aumentar competitividade neste momento não dá em muito), a única política eficaz nesta situação é (e sempre foi) a política orçamental expansionista. Não significa gastar "só porque sim"; significa apenas que se deve aproveitar a oportunidade para reestruturar a economia e para fazer o investimento público necessário agora que as taxas de juro estão baixas. Chamo a isto "política contra-cíclica com duplo dividendo". E o melhor de tudo é que nem é preciso ser-se keynesiano para perceber isto. É a Economia, estúpido!
(Para informações mais técnicas e detalhadas sobre a armadilha de liquidez, ver estes posts do Krugman e este magnífico do Brad DeLong)
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Para Mais Tarde Recordar
A História repete-se...
Passos Coelho vai querer recordar esta notícia se as coisas correrem mal para o PSD. Vai dizer: "eu avisei". Compreende-se: ele não vai ganhar nada, pessoalmente, com uma vitória do PSD; mais vale ir preparando para capitalizar com uma derrota.
Mas note-se, isto nao é um aviso sincero e honesto. Um aviso honesto, nesta altura de pré-campanha não devia ser feito publicamente e, mais, não devia ter o tom de crítica que é inegável. E isto o demonstra a qualificação como falaciosa da possibilidade de governar em maioria relativa.
Parece que Passos Coelho já se esqueceu da razão pela qual não foi incluído nas listas do PSD para a AR. Actua com os olhos postos no seu interesse pessoal, deixando de lado o interesse do partido num momento tão determinante. Resumindo, não demonstra a lealdade necessária para servir o partido.
As pessoas têm a liberdade de discordar das orientações do seu partido, mas as discordâncias devem ser expressas de forma construtiva e não para servir tácticas de aproveitamento pessoal.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Desigualdade de rendimentos, a prometida continuação…

Nos EUA, esta questão foi para o centro de discussão a partir do mandato de Nixon. Os republicanos trouxeram a questão do combate á pobreza para o centro da discussão e fizeram o seguinte raciocínio: durante cerca de 40 anos os democratas mostram-nos os remédios para o combate á pobreza. Eles convenceram-nos que a melhor forma de a combater era subsidiando a subsistência dos mais pobres e criando condições de igualdade de oportunidades e depois disso, passando algum tempo, as novas gerações iriam saindo da pobreza. Durante todo este tempo nos fomos juntamente com eles impulsionadores dessas políticas. Mas passados 40 anos encontramos a pobreza estagnada e não vislumbramos quaisquer melhorias nesse sentido. Parece-nos que é altura de experimentar outros caminhos.
Cientes de que o fim imediato destes subsídios levaria também ao descalabro da sociedade americana, propuseram-se a eliminar faseadamente este ciclo de pobreza. O subsídio manteve-se mas os critérios apertaram. O governo lança um programa denominado Work act. A segurança social propunha aos subsidiados os empregos que iam vagando. Se estes recusassem sucessivamente cortava o subsídio.
Este programa teve efeitos positivos em vários sentidos. Como já disse, as famílias que viviam á gerações dependentes de subsídios, tinham diversos problemas sociais. Problemas que derivam da falta de ocupação produtiva. Os pais desempregados passavam demasiado tempo em casa, desanimados, deprimidos, sem a auto-estima adjacente ao facto de serem o sustento da família, entregavam-se aos vícios e violência doméstica. Assim que começaram a ser cidadãos activos que chegavam a casa tarde e cansados do trabalho, mas ao mesmo tempo animados por cumprirem a função devida, deixou de sobrar o tempo e a energia para a desestabilização do lar. O orgulho no trabalho curou-os, e serviram de exemplo e modelo às gerações descendentes.
Esta foi uma das soluções do partido republicano para o problema da pobreza e acredito sinceramente que o incentivo ao trabalho solucionará muitos dos problemas sociais. Acredito, com base na razão e não na fé. Á fé reservo outro espaço que não acção política. A minha razão baseia-se na ciência e não na religião. E julgo que está ao alcance das capacidades interpretativas de todos que isto é uma solução para a pobreza e não a apologia da pobreza.
Todas as interpretações que quiserem retirar daqui e que não se baseiem em nada do que aqui digo não são para mim bem-vindas, assim como todos os ataques pessoais despropositados e descontextualizados aos quais não responderei como até aqui tenho feito. Terei todo o prazer em discutir opiniões, opções e ideologias com a educação e boa-formação desejável para um debate saudável.


