
A actual direcção do PSD não escolheu um, mas dois candidatos à liderança!
Numa altura em que as tropas estavam a ser posicionadas ao lado de Aguiar Branco eis que, mais uma vez, é tirado o tapete ao actual Vice-Presidente do PSD. Tantas dúvidas foram manifestadas, tanto nervosismo para reunir os apoios em torno de Marcelo, tantos empurrões para mandar um mártir (Aguiar Branco) combater o Anti-Cristo (PPC) e, agora, importam (de Bruxelas) mais outro candidato para a batalha....
Este modo de fazer política no PSD não é novo! Lembramo-nos certamente do que estes mesmos actores fizeram a Marques Mendes nas directas contra Luís Filipe Menezes, deixando-no sozinho no combate, à mercê do seu adversário. Aguiar Branco já manifestara a sua intenção de se candidatar, marcando, inclusive, uma conferência de imprensa para sexta-feira de modo a anuncia-la publicamente. Este anúncio relâmpago de Paulo Rangel, com intuito de se fazer antecipar ao seu companheiro de partido - e de facção- representa uma deslealdade, uma facadinha dirão outros, ou mesmo uma filha da pu****, para os mais entusiastas do vernáculo...
Há muito tempo que venho dizendo que o problema do PSD não é só a falta de um líder; é também o imobilismo que se instalou no seu seio e que impede uma renovação dos seus quadros políticos. O partido precisa de se renovar, precisa de gente nova e de novas ideias! É impressionante que os barões do partido só se mobilizem para atacar candidatos indesejáveis, muitas das vezes, com ataques de baixo nível, ad hominem até, recorrendo a uma terminologia muito cara ao Manel. Tudo isto demonstra falta de honestidade, lealdade, sinceridade, de paixão e de ideário político. Esta candidatura de Paulo Rangel representa as mesmas ideias e o mesmo sector do PSD que a candidatura de Aguiar Branco e, por isso mesmo, representa mais um "tiro no pé" desta direcção do PSD. Se Aguiar Branco se mantiver na corrida, estas duas candidaturas irão lutar pelo mesmo eleitorado, dividindo a própria facção em que se inserem e dando azo a mais intrigas e disputas de "faca e alguidar".
Por tudo isto manifesto o meu apoio sincero a Pedro Passos Coelho. Um candidato que desde a primeira hora manifestou a sua disponibilidade, apresentou ideias, reuniu apoios, debateu, apresentou o seu projecto para o país e, encontra-se, filiado no PSD há mais de cinco anos!
O comentário certeiro de Vasco Campilho. http://31daarmada.blogs.sapo.pt/3725819.html
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ResponderEliminarFiquei estarrecido com o anúncio de Rangel. Primeiro negou a candidatura, depois ponderou-a e por último assumiu candidatar-se. Nâo deixa de se notar alguma indecisão.
ResponderEliminarTambém não estava á espera que surgissem duas candidaturas da área da actual direcção, mas tinha a noção de que existiam alguns "desacordos" entre os actuais vice-presidentes e parece que Mota Pinto tomou partido por Rangel.
A seu favor Rangel tem a vitória nas Europeias que foi mais um demérito do adversário do que um mérito seu. Terá porventura o apoio das concelhias da Região Centro se Mota Pinto as conseguir segurar por ele.
Aguiar Branco está mais habituado a estas lides do cacique concelhio mas também deverá ter alguns problemas em controlar as concelhias do Norte. Penso que nem Rui Rio nem Menezes morrem de amores por ele.
Passos Coelho já teve mais de um terço do partido consigo e agora deverá arrancar já com muito mais. Deve ter o apoio de Menezes e isso poderá ajudar.
Com Aguiar Branco sem grande espaço e Rangel sem conhecer o partido a vitória deve calhar a Passos Coelho. O partido vai sair estilhaçado em dois e não em três. O partido velho e o partido novo. Não tenho dúvidas que PPC vai mudar o PSD não sei é que partido vai restar disso.
PS: Já vi melhores argumentos do que o argumento ad hominem contra o facto de Rangel estar á menos de 5 anos no PSD. PPC até pode lá estár desde os 16, mas quanto para lá entrou aos 16 mal sabia porque é que lá estava. Era o que faltava Rangel ser um candidato menos legitimo pelo factor antiguidade!
Não tem que ver com a antiguidade. Paulo Rangel já foi independente, filiado no CDS( diz que pensa que assinou uma ficha, mas não sabia muito bem o que era...) e em 2005 entrou, com grandes cunhas, para o PSD. Desde então foi sempre uma ascensão meteórica... Não acredito assim tanto que possua a qualidade de abnegação e que, tal como o outro, seja abgeneticamente contra o poder. Estes cinco anos foram bastante proveitosos para Paulo Rangel e a sua entrada tardia para o PSD não me parece que tenha que ver com qualquer amadurecimento ideológico. Acredito que junto à ficha de filiação vinha também uma promessa, mas, claro, isto é pura especulação brotada da minha inabalável convicção.
ResponderEliminarTens aí umas afirmações precipitadas.
ResponderEliminarDesde logo, não se pode conceber que a Direcção do partido tenha escolhido dois candidatos. Das duas, uma: ou um deles avança sem o apoio da Direcção; ou a Direcção não apoia nenhum (dividindo-se os membros da Direcção, mas não a Direcção em si, entre os dois candidatos).
Depois, não conheces os meandros das conversas das últimas horas para perceber se houve deslealdade. E, a meu ver, desde que não tenha havido deslealdade propriamente dita, não vejo problema em haver duas candidaturas que, apesar de partilharem, obviamente, algum eleitorado, têm visões diferentes para o partido.
Por fim, uma última nota quanto ao chavão da gente nova VS barões. Vamos a factos: Rangel é mais novo e mais renovador (no sentido em que não tem raízes no aparelho) do que Passos Coelho (que é um homem do aparelho já há muito tempo). Ângelo Correia e Miguel Relvas são mais velhos (na vida politico-partidária activa) do que Sofia Galvão e Mota Pinto (apoiantes activos até agora conhecidos de Rangel).
Portanto, há que desmistificar esta ideia da juventude VS barões. Muitos dos que alimentam esta ideia são tão velhos como os barões. A diferença é que nunca mereceram esse "título".
Eu falei em "partido velho" e "partido novo" como alusão á transformação que ppc quer preconizar no PSD que será diferente da visão dos outros dois candidatos á liderança que estarão em sintonia ou mais proximos da actual direcção. Nada mais que isso... Para mim isso dos barões e dos não barões é também uma grande treta...
ResponderEliminarQuanto ás cunhas do Paulo Rangel...de facto não podemos passar do domínio da especulação. Em todos os partidos ocorrem ascensões rápidas e outras mais lentas. Veja-se no caso do CDS ,Assunção Cristas que era uma cidadã anónima antes desta legislatura ágora é vice do partido e uma das suas figuras de proa. Á semelhança de Rangel, antes de ingressar no partido não passava de uma académica por excelência. Só pode ser bom sinal, sinal de que o carreirismo não é necessário.
Para ocupar cargos políticos de relevo
ResponderEliminarPaulo Rangel é o candidato da linha de MFL, pelo facto de existirem duas caras novas isso não significa que haja renovação. Um deles até é filho de um antigo PM do PSD. Depois, o facto de muitos serem apelidados de "barões" é também pelo facto de assistirmos a uma índole monárquica dentro do PSD, fazendo apelos a candidatos únicos e convivendo mal com outras gentes e outras ideias... Sim, PPC e Miguel Relvas já são do PSD há algum tempo, mas não é por isso que não deixam de ser novos. Muito desse tempo foi na juventude partidária e outro tanto em cargos que pouco ou nada influenciavam a orientação do partido.
ResponderEliminarP.S. O Aguiar Branco ficou algo surpreendido na reacção à comunicação social, escusando fazer grandes comentários. Se fosse tão limpinho como queres insinuar Aguiar Branco já teria demonstrado prontamente o seu apoio a Paulo Rangel.
Não consigo por o link, nas vejam no 31 da Armada o link que o Vasco Campilho faz para a Antena 1. Um relato jornalístico interessante para compreender este evento.
ResponderEliminarhttp://31daarmada.blogs.sapo.pt/3726545.html. Ah, agora sim!
ResponderEliminarExplicando de uma forma mais simples: Pedro Passos Coelho é que é o homem que vem do aparelho.
ResponderEliminarA linha da MFL é, precisamente, uma linha de renovação, a linha inaugurada já antes por Marques Mendes que tentou re-dignificar o PSD. Não foram bem sucedidos, mas penso que tem sido claro que não são a linha do aparelho.
Quando falo do aparelho, falo das máquinas enraizadas nas estruturas distritais e concelhias, máquinas que vivem para a caça ao tacho, para a negociata, enfim, para o aproveitamento pessoal da política. Quem conhece minimamente a realidade do funcionamento das concelhias e distritais sabe ao que me refiro. Isto é que tem de ser renovado! Estas pessoas é que têm vivido, quais carrapatos, durante anos e anos a comandar as suas estruturas e a condicionar a acção das cúpulas, impedindo, ao mesmo tempo, uma verdadeira renovação das bases.
Ora, Passos Coelho não é homem que me pareça querer acabar com isso. Pelo contrário, é o homem que tem ganho terreno nas negociatas com essas estruturas.
É óbvio que sempre houve um certo cacique e sempre vai haver. A questão é de saber quem está disposto a deixar-se levar pelo cacique daqueles que usam a política em proveito pessoal. Não um proveito intelectual, cultural ou social. Mas um proveito profissional e económico.
Não insinuei que foi limpinho. Muito menos insinuei que Aguiar Branco ficou indiferente ao anúncio de Rangel. Mas surpresa, embaraço ou descontentamento não são necessariamente sintomas de deslealdade. Mais: a lealdade não implica o apoio de um ao outro, como pressupões. Se os dois têm visões diferentes para o partido, como acho que têm, devem aceitar a possibilidade de se dividirem em duas candidaturas.
1º Passos Coelho fez um interregno na sua carreira política durante uns 10 anos.
ResponderEliminar2º As máquinas existiram, existem e existirão. Foram elas que muito ajudaram o Rangel a ser eleito e é isso que faz do PSD um partido com grande influência autárquica. Quem não compreende isto, não sabe a génese do PSD. O PSD foi e é um partido com grande proximidade local.
3º Em todo o lado à caciquismo e, na política, lugar de muitos interesses, é natural que os haja... Pensar que uns estão por interesse e outros não, é ingenuidade ou crença inabalável. Talvez Salazar tenha sido o único, mas, de qualquer modo, o seu interesse era gostar de exercer o poder.
4ºMFL é renovação de nada.
5ºMarques Mendes também é renovação de coisa nenhuma. Foi Secretário de Estado com 25 anos( se não estou em erro), coisa impensável nos dias que correm.
6ºAs negociatas que existem nas concelhias em nada se comparam com as das cúpulas.
7ºÉ ingenuidade afirmar que não houve falta de lealdade.
8ºPaulo Rangel quebra o seu compromisso de cumprir o seu mandato. Justificação demagógica.
9ºNo PSD não compensa ser Jota. É só olhar para os outros partidos para o perceber. Só nesta legislatura é que foram dados uns lugares no parlamento, pelo facto do Joaquim Biancard não ter sido eleito nas europeias e necessitarem de agradar à Jota, já que PPC foi corrido das listas.
10ºTer qualidade académica não é sinónimo de qualidade política, muito menos, de maior dignidade ética. A menos que estejamos no tempo da monarquia constitucional.
Concordo com o facto de o Partido necessitar renovar todo o seu "stock". E espero que depois destes tempos conturbados se encontre o equilibrio e a garra que tem estado "apagada" ultimamente.
ResponderEliminarMas isto é apenas a minha opinião (que pouco ou nada vale) :)
Renata Germano