
O problema não é como falam os boys do PS. Por mim, nas suas conversas privadas, podem dizer os palavrões que quiserem. O problema é o que falam.
Mas na verdade o problema nem é tanto o que falam os boys. Boys há em todos os partidos, e em todos os partidos há boys que falam assim e que têm estas ideias sem escrúpulos. O problema maior é que eles falam isto com o conhecimento, a cobertura e o incentivo de Sócrates. Sócrates é que é o problema. O comportamento de quem o rodeia é da sua responsabilidade, a partir do momento em que verificamos que é sob a sua coordenação que esse comportamento se verifica.
O que me preocupa é aquilo que vem no canto superior direito. A grande aventura dos Gnomos!? lol.
ResponderEliminarAgora falando a sério... Parece que o episódio desta semana é o "suposto" financiamento a Luís Figo para ajudar José Sócrates na campanha. Eu acredito que o Figo, coitado, tenha sido apanhado desprevenido no meio disto tudo e que não relacionasse a origem do capital ou sequer que a proveniência do mesmo, em razão de ser uma empresa com capitais públicos, constituísse crime de alguma forma. Mas, o que o Figo também tem que compreender é que, a partir do momento em que utiliza a sua imagem para a política, sujeita-se, também ele, a "levar" com as consequências de quem vive no mundo da política. Não pode vir com o ar mais cândido do mundo, vestido da pele de emérito desportista, dizer que está magoado, desgostoso e enojado por o terem envolvido neste "esquema". O facto é que pôs-se a jeito! Ninguém o mandou apoiar publicamente José Sócrates...
Recomendo: http://blasfemias.net/2010/02/18/estes-ingleses-sao-loucos/
ResponderEliminarJoão, bem lembrada a imagem da semana! lol
ResponderEliminarGostaria de dizer duas coisas, muito rapidamente:
ResponderEliminar1 - Luís, não sei como é que verificaste que é sob a sua coordenação que esse comportamento se verifica. Gostava de perceber.
2 - João, esse princípio de que quem apoia um candidato tem de sofrer as consequências de quem está na política para além de errado é profundamente anti-democrático. Daqui a bocado estás a dizer que quem vai votar também tem de sofrer consequências. Ele, como qualquer cidadão, tem o direito de apoiar, publicamente ou não, quem quer que seja. Manifestar apoio não é fazer política activa.
Eduardo,
ResponderEliminarQuando digo coordenação, não o digo em sentido estrito, do género ele mandar especificamente fazer cada acto concreto que foi feito (ou, se preferires, que alegadamente foi feito).
Uso a palavra coordenação no sentido em que estes boys são pessoas da confiança pessoal do primeiro-ministro, alguns deles colocados em cargos poderosos por nomeação do Governo (e portanto sob coordenação do PM), outros colocados em empresas privadas notoriamente devido à sua influência junto do PM (notoriedade que não se verificaria a este ponto se tal influência não existisse efectivamente, havendo indícios concretos de que exista); boys que têm os (alegados) comportamentos que conhecemos com o claro e declarado propósito de beneficiar o PM politicamente; boys que, em certas passagens das (alegadas) escutas, dizem qual é a vontade do PM sobre os (alegados) comportamentos que tiveram, seguindo essa vontade; boys que certamente não dão passos de tal envergadura sem o conhecimento e aprovação, pelo menos tácita, do PM.
Ora bem, dirás que este meu raciocínio pressupõe um sem número de presunções carregadas de alguma subjectividade e pressupõe também o reconhecimento das notícias do Sol como sendo verdadeiras. Que poderei dizer, se não que concordo com essa afirmação? É óbvio que não tenho provas de nada, nem poderia eu, mero estudante, ter. Mas há quem afirme ter essas provas, eu acredito nessas afirmações, e o conhecimento que tenho acerca da realidade da vida política portuguesa leva-me a presumir certas relações entre os factos.
Não posso ser mais transparente que isto. Reconheço perfeitamente a fragilidade da minha convicção, se a quisermos colocar sob a prova de fogo da necessidade de comprovação objectiva de todos os factos que ela pressupõe.
No entanto, não sirva isto para dizer que, por eu não poder provar nada, estou a afirmar disparates ou coisas descabidas. Tudo isto tem fundamento, ainda que com a óbvia fragilidade que lhe reconheço.
Lá vem o Eduardo com as comparações do "arco da velha"...
ResponderEliminarAnti-democrático?
É assim... Qualquer atitude dita "pública", visa evidentemente efeitos "públicos" a que depois se lhe podem seguir conclusões "públicas", mais a mais, tratando-se de uma figura "pública". O jogador Luís Figo participou num vídeo de campanha para a eleição de José Sócrates. Evidentemente que tinha intenções e finalidades dirigidas ao público em geral, nomeadamente, ao eleitorado. A imagem de Luís Figo pode ficar beliscada? Claro que sim; participou numa campanha política e daí podem derivar quaisquer efeitos típicos de quem anda na política, ou seja, posso simplesmente achar que não lhe ficou muito bem e isto pode ser entendido como um efeito político, na medida em que afecta a sua imagem pública.
Em que medida o facto de eu pensar que Luís Figo teve uma atitude censurável, constitui uma atitude anti-democrática? Em nenhuma! A minha opinião pessoal, como de resto a opinião pública, é naturalmente subjectiva e manifesta-se em virtude da liberdade de expressão existente e até, da liberdade de pensamento que nos é inerente - o Mundo ideal, onde apenas a Moral ousa perpassar.
*Desabafo: Caramba! Estes socialistas entendem os princípios democráticos e de direito como se fossem paredes de tijolos! Um indivíduo para os não violar, quase que precisa ser cego, surdo e mudo!