Talvez tenha sido precipitado o vaticínio, que a maior parte dos comentadores políticos fizeram, da mais que provável, "morte" da candidatura de Aguiar-Branco à liderança do PSD, em virtude do anúncio da candidatura do delfim de MFL, Paulo Rangel. Não posso deixar de admirar a obstinação do candidato Aguiar-Branco que com alguma paciência de estratega tem sabido esperar pelos apoios, que agora começam a surgir de alguns sectores do PSD, nomeadamente, de algumas personalidades importantes do partido e da própria sociedade civil. Refiro-me concretamente aos apoios de Mira Amaral, Rui Rio, Mota Amaral e Alexandre Relvas que têm vindo a público manifestar o apoio claro a Aguiar-Branco.
A candidatura de Aguiar-Branco foi mesmo a primeira a criar o seu site, bom por sinal, mas ainda sem um esboço de ideias ou qualquer plano de intenções para o país, mas que espero que vá ser criado em breve, até porque, o candidato que sair vencedor destas directas será com certeza o próximo primeiro-ministro de Portugal e, por isso mesmo, é imperioso clarificar o rumo que desejamos traçar para o país.É impreterível realçar a importância destas directas, pois o partido irá escolher o candidato que poderá disputar, num horizonte mais próximo do que antevíamos, as próximas eleições legislativas. Face à constante descredibilização deste Governo e do seu PM, o PSD, a partir de 26 de Março, tem que estar preparado para se assumir como uma alternativa clara e credível para formar Governo e, deste modo, proporcionar alguma esperança a um país que corre o risco de entrar numa morte lenta...
Do ponto de vista estratégico, o apoio dos Vice-presidentes Paulo Mota Pinto e Sofia Galvão à candidatura de Paulo Rangel, até se pode revelar benéfico para Aguiar-Branco na medida em que este deixa de ser visto como candidato de continuidade, de algo de que pouco vale continuar... Uma linha gasta, ultrapassada que somou insucessos eleitorais, excepção feita à vitória nas europeias, e que, apesar dos sucessivos escândalos de José Sócrates, continua, de acordo com as sondagens, a não ser alternativa a uma governação perfeitamente desvairada. Cabe ainda acrescentar também, que o apoio de Pacheco Pereira a Paulo Rangel poderá também ser benéfico a Aguiar-Branco pois, convém não esquecer, que uma importante facção do PSD já considerou Pacheco Pereira como "a loira do PSD"!
Vai ser importante a clarificação da distrital do Porto que ainda não manifestou a preferência por nenhum dos candidatos. O presidente da distrital, Marco António Costa, já esteve na apresentação do livro de Pedro Passos Coelho bem como no anúncio da candidatura de Aguiar-Branco. Parece, estar ainda, a realizar um compasso de espera para subscrever o apoio da distrital a uma das candidaturas, sendo que, convém frisar, nas últimas directas o apoio da distrital foi de imediato para Passos Coelho. Este compasso de espera não deixa de ser estranho o que significará que existirão ainda, alguns "jogos de bastidores". De qualquer modo, uma coisa parece certa: o apoio da distrital do Porto não será para Paulo Rangel.
Apesar de apoiar Pedro Passos Coelho à liderança do PSD, confesso que respeito cada vez mais a candidatura de Aguiar-Branco, pela sua determinação e coragem em enfrentar um desafio que muitos pensavam perdido à partida, e pela coerência e rectidão que tem demonstrado. É um indivíduo capaz, de mérito profissional reconhecido e, por isso, considero-me satisfeito pelo partido contar com mais um candidato de valor para disputar a liderança do PSD e, posteriormente, as eleições legislativas.

Acho que o Marco António cai mais para o lado do PPC. E a sábado dava Mira Amaral também como apoiante do PPC.
ResponderEliminar1)Nas últimas directas apoiou Pedro Passos Coelho, mas pelo que tenho lido e em face da relação de amizade que tem com Aguiar-Branco, percebi que o apoiava... No entanto, admito que posso estar enganado...
ResponderEliminar2)O Marco António tem-se esquivado constantemente a responder quem apoia. Parecia evidente o apoio a Pedro Passos Coelho, mas este ainda não se deu... O mesmo se sucede com Luís Filipe Menezes que também se recusa, por agora, a subscrever o apoio a qualquer candidatura. E é evidente que isto poderá baralhar as contas.
3) Devo acrescentar que pelo que tenho sabido, os santanistas esperam ainda, por instruções. Ou seja, ainda há algumas coisas por definir e que não tornam tão certa como isso, a desistência de Aguiar-Branco.
Recomendo: http://aeiou.expresso.pt/pensar-o-pos-socrates=f567467
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