"No, the real story behind the euromess lies not in the profligacy of politicians but in the arrogance of elites — specifically, the policy elites who pushed Europe into adopting a single currency well before the continent was ready for such an experiment."
"If Spain still had its old currency, the peseta, it could remedy that problem quickly through devaluation — by, say, reducing the value of a peseta by 20 percent against other European currencies. But Spain no longer has its own money, which means that it can regain competitiveness only through a slow, grinding process of deflation."
Paul Krugman, in New York Times
(já dizia o Luís Oliveira...)
Pelo contrário.
ResponderEliminarA expressão-chave desse artigo do Krugman é mesmo esta: "the only way out is forward: to make the euro work, Europe needs to move much further toward political union, so that European nations start to function more like American states".
A comparação do caso espanhol ao da Florida é aí paradigmática. O mesmo se poderá dizer da Califórnia. A força da economia americana está precisamente na sua união e solidariedade interestadual.
O próprio Krugman aponta o caminho da integração como a saida mais airosa para este problema. Mas está apreensivo. E bem!
Quando vejo os gregos em greves alfandegárias, agarrados aos seus privilégios e a querer que os outros paguem a sua crise; quando os vejo renitentes em tomar as medidas drásticas tomadas pela Irlanda, preferindo os esquemas financeiros da Goldman Sachs às medidas necessárias de austeridade; e quando vejo 2/3 dos alemães a opor-se a ajudar a grécia e 53% a favor de a deixar à sua sorte, chego a uma simples conclusão: é triste ver como avançámos tão pouco no caminho da União solidária sonhada há 140 anos por Victor Hugo.
O euro nasceu, aliás, no pressuposto que esse seria o modelo a seguir. Portanto não o culpem: o que falhou aqui não foi o euro; foi tudo o resto!
Mas o jogo continua, veremos ainda o seu desfecho.