segunda-feira, 7 de junho de 2010

O progresso começa hoje!

Hoje, as mais famosas lésbicas de Portugal - refiro-me a Teresa e Helena - conseguiram realizar, o seu objectivo. O de casarem. A comunicação social declarou então, que ficariam para a história de Portugal por terem sido o primeiro casal homossexual a casar; e o primeiro-ministro já sublinhou que a legalização do casamento homossexual é o sinal do progresso  que nos tornará, indubitavelmente, numa sociedade "melhor". Como todos sabem não partilho da mesma opinião, mas penso que um sinal de progresso na vida de Teresa e Helena seria, com certeza, o de procurarem um emprego e assim deixarem de viver apenas à custa do Rendimento Social de Inserção, como confessaram numa reportagem da SIC.

13 comentários:

  1. Esqueceste-te foi da parte em que elas dizem que não conseguiram emprego desde que se assumiram publicamente como homossexuais... Mas essa parte não te interessa, não é?

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  2. Eii oh Eduardo... Não têm emprego desde 2006, porque são homossexuais?
    Não estás a ser um bocado ingénuo?
    Se assim fosse usariam, penso eu, da mesma diligência que demonstraram para reivindicar o "direito" a casarem, interpondo uma acção judicial com base em discriminação no acesso ao emprego. Mas na entrevista nem sequer falam da dificuldade em arranjar emprego, preferem antes falar que têm uma vida nómada - mudando de casa uma vez por ano - porque as comunidades locais não se conseguem adaptar a elas. Ora isto é absurdo! Atribuem a culpa à sociedade (homofóbica, por sinal) as dificuldades por que passam, mas eu não posso concordar. As dificuldades por que passarão serão em maior medida devidas à sua maluquice, do que propriamente ao facto de serem homossexuais.

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  3. Mas o mais brilhante está no facto de ambas terem uma filha.

    Ou seja, as meninas vão passar a ter uma mãe e uma madrasta!

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  4. "a minha luta agora, é tudo o que respeita à parentalidade(...)" " a minha filha mais velha, que é dela, não é considerada minha filha!"

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  5. Já viram a "Fernanda" e o Fernando?

    http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/portugal/gays-querem-festa-na-basilica

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  6. Sim João, porque é muito fácil provar que estão a ser discriminadas e tudo... E a descriminação não existe, não é? Curiosamente perderam o emprego e nunca mais conseguiram arranjar desde que assumiram publicamente. Se não falam nessa, falam noutras. Já num documentário da SIC abordaram isso.
    Quanto à questão da parentalidade, acho muito bem. Sou completamente a favor.

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  7. Ora, não se assumissem publicamente, não é? Ou também foram obrigadas pela sociedade a mostrar a sua vida privada na TV? Não eram elas e outros que argumentavam que ninguém tem nada a ver com o que se passa dentro das 4 paredes das casas dos outros? Então para que se pavonearam? Em que ficamos? É a prova cabal de que isto é tudo um circo.

    Estas pessoas fazem tudo para aparecer (sob a máscara de mártires em nome de causa nobre), mas depois querem passar despercebidas o resto do tempo como se nada se tivesse passado.

    P.S.: Chamar documentário ao que a SIC faz é ofender os documentaristas. Chama-lhe antes reportagem.

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  8. As duas não arranjam emprego há quatro anos pq são discriminadas? O que elas gostam é de aparecer e aposto que estiveram à espera horas antes de abrir a conservatória, só para terem a certeza que eram as primeiras.

    Em primeiro lugar, a prova é bastante mais facilitada a quem alega ser alvo de discriminação no acesso ao emprego. Não esqueçamos que estamos no âmbito civil e não no penal.

    Em segundo lugar, elas até já têm um advogado que as tem acompanhado nas suas idas à conservatória. Parece-me até que lhes seria útil intentarem um processo contra os actos de discriminação de que são sujeitas no acesso ao emprego. Não seria também uma grande causa, lutar contra a discriminação disseminada na sociedade?

    Em terceiro lugar, em jeito de esclarecimento, eu não as critico por serem homossexuais mas por serem umas autênticas néscias, que são glorificadas por uma comunicação social liberalóide, centralista e torpe.

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  9. Eu sinceramente estou estupefacto com os vossos comentários... João, concordo contigo quando dizes que poderiam tentar agir contra essa discriminação, estou plenamente de acordo. Mas, como disse o Luís, "Ora, não se asssumissem publicamente, não é"? Então agora podemos discriminar só porque o fizeram? Se o fazem ou porque o fazem é lá com elas... Mas admitir que se possa discriminar só porque é conhecida publicamente a sua homossexualidade é ridículo e não esperava isso de ti Luís.
    E João, tu não criticas por serem néscias. Criticas por serem néscias homossexuais. Senão já terias pegado noutros exemplos há muito tempo atrás. E não concordo quando dizes que a nossa comunicação social é liberalóide e centralista. Corresponde tão somente a princípios básicos de mercado: satisfazer a procura.

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  10. Olha o Barroco de Melo a justificar-se com princípios básicos de mercado!

    E eu pergunto. Não há vida para além da opinião comum Lisboeta? Pelas minhas contas deve ser um mercado de cerca de 1.5 milhões. E o resto? Onde está a pluralidade de opiniões que se exige numa sociedade democrática? Pois, é a ditadura dos tocados pelo "Rei Midas do progresso"...

    Quanto à crítica. Eu digo e repito. Critico a glorificação que fazem delas e penso que este tipo de folclore em nada contribui para a causa da luta contra a discriminação homossexual.

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  11. Já são demasiadas coisas que não esperavas de mim para te sentires suficientemente confiante em assumir ideias pré-concebidas em relação a mim. Se eu desaponto tanto com as minhas opiniões, talvez não devas criar expectativas só porque parece que somos ideologicamente próximos.

    Elas foram discriminadas precisamente por fazerem questão de se mostrar. Elas querem showoff. Elas precisam de todo este circo. Faz parte da palhaçada, caso contrário não teria a piada que tem.

    Repara: não foi a sociedade que as quis discriminar. Foram elas próprias, a partir do momento em que escolheram mostrar-se como diferentes da maioria. Isso chama-se auto-discriminação. As pessoas não querem saber se elas são lésbicas, mas é natural que não as queiram empregar se o que elas querem é viver de showoff, fama e circo. Eu faria o mesmo se fosse empregador. A última coisa que quereria era empregar mártires de causas fracturantes. Quero é que desempenhem as funções para as quais são contratadas, não quero que chamem câmeras da SIC para mostrarem a integração. Pra quê? Pra ter um selo da Aministia Internacional nas facturas que mando prós clientes?

    Chiça, quem não quer ver as coisas como elas são és tu. É tão óbvio. Assumiram um desafio de lutarem contra as instituições. Sejam corajosas na altura de assumirem as consequências dessa escolha. Ou só querem o bem-bom dos holofotes?

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  12. Senhor Luís, cometeu um erro.
    Tenta implicar que se elas procurassem emprego conseguiriam arranjar no entanto aparenta conhecer mal o caso e pode muito bem não ser a falta de procura o principal factor de não possuírem uma ocupação profissional.
    Existem hoje milhares de desempregados que não tem o problema da atenção social que elas têm e mesmo assim não possuem emprego, uns procurando, outros não. Assumir que estas duas mulheres encontrariam emprego se procurassem é um erro.

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  13. José,

    Eu não disse que elas conseguem arranjar emprego se o quiserem. Disse que é mais fácil fazê-lo se não andarem a fazer circo pelas televisões.

    Se eu fosse empresário e precisasse de empregar alguém, só pedia ao funcionário que cumprisse o seu dever em troca da sua remuneração. Não quereria saber se é gay, lésbica ou transsexual; no entanto, se anda a fazer espectáculo na TV e se mais tarde ou mais cedo vai acabar por transmitir essa veia anarquista pela empresa, prefiro empregar outra pessoa, nem que seja zoófila.

    Que eu saiba, há montes de desempregados actualmente, e não me parece que eles sejam todos gays. A discussão do desemprego é bastante mais séria do que aquela que a Helena e a Teresa nos querem fazer crer. Não queiram transformar a luta de classes em luta de géneros.

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