Permitam-me fazer um pouco de advogado do Diabo.
O argumento da "discriminação positiva" do Norte é a maior vigarice que eu já ouvi nos últimos meses. E digo-o eu, que sou Minhoto. O Norte não pode querer subsídios, apoios ou discriminações positivas; tem é de exigir que elas deixam de existir seja para quem for. O tempo já demonstrou que, de cada vez que se cria uma excepção para um determinado grupo da sociedade, nada impede que surja um outro grupo que sinta a mesma necessidade e o mesmo direito de usufruto. As A28, A41/42 e A29 em pouco ou nada são distintas das A3, A4 e A1, e as respectivas alternativas são todas nojentas.
O uso do argumento da pobreza Região Norte é puro terrorismo político. O Norte não é o Grande Porto. O Grande Porto é indiscutivelmente a zona mais rica da Região; como tal, é a mais robusta para suportar AE's por si só. Não nos metam em guerrinhas da treta Porto-Lisboa porque EU NUNCA OUVI MUITOS DOS ACTUAIS REVOLTADOS A CITAR TRÁS-OS-MONTES que, sem margem para dúvidas, é bem capaz de ser a sub-região que mais precisa das discriminações positivas de que tanto se fala. Pelos vistos, Trás-os-Montes só serve mesmo para instrumento estatístico para demonstrar necessidades de discriminação positiva para o Grande Porto. É por isso que é tão baixa a minha fé neste tipo de posições populares.
Eu já tinha dito anteriormente o que achava do acto de portajar as SCUT's nortenhas. Lamento não estar do lado [de parte] dos nortenhos desta vez, mas a verdade é que não podem haver filhos e enteados. As gentes de Famalicão, Valença, Ponte de Lima, Guimarães, Fafe e dos 3 Municípios de Basto não são mais ricas do que as de Vila do Conde, Esposende, Viana do Castelo, Paços de Ferreira ou Espinho; e as alternativas às AE's pagantes que atravessam esses concelhos não são reais alternativas: têm tantas rotundas, semáforos, passadeiras e tecido urbano quanto as EN13, EN1 e EN105.
Portanto, das duas uma:
(1) Nenhum utilizador paga pelo uso de nenhuma auto-estrada, ficando todos os encargos a ser suportados pelo Orçamento de Estado, através do princípio do não_utilizador-pagador (não apoio, mas muita gente gostaria);
OU
(2) Cada utilizador de Auto-Estrada ou de Via Recém-qualificada como AE e com características análogas às AE's paga o preço justo pelo seu uso.
Ou todos pagam ou ninguém paga, não apenas nas SCUT's mas em todas as AE's.
ÚNICA SOLUÇÃO SÉRIA: não aceitar CHIP'S PIDESCOS, exigir que paguem apenas os utilizadores e colocar preços de portagens ao custo de manutenção das mesmas, pois a sua construção já está paga há muito.
Não é preciso nenhum desenho para mostrar que isto é uma armadilha propagandista do PS para abafar a verdadeira necessidade: a de regionalizar e de autonomizar as regiões. Rui Rio é um palhacinho: nunca se fez líder de Norte nenhum e já se está a vender pelo cheiro do poder de uma futura região, depois de se ter tornado muito amigo dos centralistas do PS.
É por causa de demagogias como estas que estamos a debater coisas que não levam a lado nenhum. Estão a colocar-nos uns contra os outros para amansar a percepção do verdadeiro centralismo. Estamos a ser manietados à distância e quase ninguém se apercebe disso. Só mesmo a Autonomia Regional impedirá instrumentalizações deste género para desvio de atenções daquilo que é efectivamente essencial. Estivessemos nós a debater coisas sérias e isto passava tudo ao lado - aí, portajar não seria centralismo, seria apenas justiça.
O argumento da "discriminação positiva" do Norte é a maior vigarice que eu já ouvi nos últimos meses. E digo-o eu, que sou Minhoto. O Norte não pode querer subsídios, apoios ou discriminações positivas; tem é de exigir que elas deixam de existir seja para quem for. O tempo já demonstrou que, de cada vez que se cria uma excepção para um determinado grupo da sociedade, nada impede que surja um outro grupo que sinta a mesma necessidade e o mesmo direito de usufruto. As A28, A41/42 e A29 em pouco ou nada são distintas das A3, A4 e A1, e as respectivas alternativas são todas nojentas.
O uso do argumento da pobreza Região Norte é puro terrorismo político. O Norte não é o Grande Porto. O Grande Porto é indiscutivelmente a zona mais rica da Região; como tal, é a mais robusta para suportar AE's por si só. Não nos metam em guerrinhas da treta Porto-Lisboa porque EU NUNCA OUVI MUITOS DOS ACTUAIS REVOLTADOS A CITAR TRÁS-OS-MONTES que, sem margem para dúvidas, é bem capaz de ser a sub-região que mais precisa das discriminações positivas de que tanto se fala. Pelos vistos, Trás-os-Montes só serve mesmo para instrumento estatístico para demonstrar necessidades de discriminação positiva para o Grande Porto. É por isso que é tão baixa a minha fé neste tipo de posições populares.
Eu já tinha dito anteriormente o que achava do acto de portajar as SCUT's nortenhas. Lamento não estar do lado [de parte] dos nortenhos desta vez, mas a verdade é que não podem haver filhos e enteados. As gentes de Famalicão, Valença, Ponte de Lima, Guimarães, Fafe e dos 3 Municípios de Basto não são mais ricas do que as de Vila do Conde, Esposende, Viana do Castelo, Paços de Ferreira ou Espinho; e as alternativas às AE's pagantes que atravessam esses concelhos não são reais alternativas: têm tantas rotundas, semáforos, passadeiras e tecido urbano quanto as EN13, EN1 e EN105.
Portanto, das duas uma:
(1) Nenhum utilizador paga pelo uso de nenhuma auto-estrada, ficando todos os encargos a ser suportados pelo Orçamento de Estado, através do princípio do não_utilizador-pagador (não apoio, mas muita gente gostaria);
OU
(2) Cada utilizador de Auto-Estrada ou de Via Recém-qualificada como AE e com características análogas às AE's paga o preço justo pelo seu uso.
Ou todos pagam ou ninguém paga, não apenas nas SCUT's mas em todas as AE's.
ÚNICA SOLUÇÃO SÉRIA: não aceitar CHIP'S PIDESCOS, exigir que paguem apenas os utilizadores e colocar preços de portagens ao custo de manutenção das mesmas, pois a sua construção já está paga há muito.
Não é preciso nenhum desenho para mostrar que isto é uma armadilha propagandista do PS para abafar a verdadeira necessidade: a de regionalizar e de autonomizar as regiões. Rui Rio é um palhacinho: nunca se fez líder de Norte nenhum e já se está a vender pelo cheiro do poder de uma futura região, depois de se ter tornado muito amigo dos centralistas do PS.
É por causa de demagogias como estas que estamos a debater coisas que não levam a lado nenhum. Estão a colocar-nos uns contra os outros para amansar a percepção do verdadeiro centralismo. Estamos a ser manietados à distância e quase ninguém se apercebe disso. Só mesmo a Autonomia Regional impedirá instrumentalizações deste género para desvio de atenções daquilo que é efectivamente essencial. Estivessemos nós a debater coisas sérias e isto passava tudo ao lado - aí, portajar não seria centralismo, seria apenas justiça.
Acho que andas um bocado confuso... Acabas por criticar toda a gente envolvida no processo o que torna, no meu ponto de vista, a tua posição algo incoerente....
ResponderEliminarCaro Luís,
ResponderEliminarNovamente: ou você anda a ler-me ou pensa como eu !
http://norteamos.blogspot.com/2008/03/faz-sentido-contestar-as-novas.html
Começo a achar que pensa bem...
Abraços
lol
ResponderEliminarDesfaz-me esta dúvida... Estás de acordo com a posição do PSD, manifestada ontem pelo Miguel Relvas? (tirando a referência à discriminação positiva que tanto contestas...)
ResponderEliminarEu não me revejo em partidos porque eles dizem hoje o que desmentem amanhã. E como não sou filiado em nenhum, isso não me influencia.
ResponderEliminarAcredito em duas coisas:
- o Chip é intrusivo e não pode ser imposto - pode ser o princípio de outras intrusões de privacidade;
- as AE's são um serviço de nível superior e, como tal, têm de ser pagos; é preferível que o sejam os utilizadores e não os contribuintes.
Caro José,
Concordemos então que sou mesmo eu que penso bem e que não há cópia nenhuma. Não lhe ficava mal pedir desculpa pelo erro cometido, ainda que o mal já esteja feito e disseminado pela blogosfera.
Já agora, esse seu post também tem boas observações. As últimas frases condensam muita verdade, embora não concorde com tudo o que o texto versa.