quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Histórico

Tudo o que podia ser dito sobre a moralidade da Wikileaks e do seu mentor - Julien Assange - já foi dito. Há quem aplauda, há quem critique, há quem seja indiferente e há quem desconheça o fenómeno.

No meio disto tudo, poucos sabem que as acusações sexuais que recaem sobre Assange são menos gravosas do que se pensam. Parece que tudo gira em torno de preservativos - das duas mulheres que denunciaram Julien Assange por ofensas sexuais, uma fê-lo porque o preservativo usado na relação sexual ocasional que tiveram rompeu (versão dele) ou foi rompido por ele propositadamente (versão dela), tornando a relação sexual desprotegida; a outra acusa-o de ter sexo com ela sem usar o preservativo que exigiu que ele usasse (mas ainda assim consentiu).
- Distinções entre os 2 casos? Na primeira, ele recusou-se a fazer testes de DST, deixando-a com a incerteza de poder ter sido infectada com alguma doença; na segunda, ela queixa-se de que, no meio da one-night-stand, ele mostrava mais preocupação com os seus afazeres profissionais do que em conhecê-la e ouvi-la falar, e - horror dos horrores - não lhe ligou no dia seguinte (merdas de mulheres...).
- Coisas em comum? Três: nenhum dos casos foi violação porque foi sempre acto consensual entre adultos; ambas as mulheres (suecas) seduziram-no e convidaram-no para passar a noite em casa delas (não terá sido pra tomar chá, concerteza); e Julien Assange gosta mesmo de sexo sem preservativo.

Tudo isto dá mais força à tese de que qualquer coisa serve para apanhar este tipo, nem que seja uma lei sueca sobre preservativos, que é basicamente aquilo que tem entretido a Interpol nos últimos tempos. Isto chega ao ridículo de as mulheres até nem queriam denunciar o Assange - só pretendiam que ele fizesse o teste de DST, mas ele não atendia o telefone porque tinha receio de ser apanhado pela Interpol.

Hoje, ao ver as notícias, pensei: o Person of the Year 2010 da Time Magazine tem de ser o Julien Assange. Ponto. Nem de propósito, descobri isto hoje: Who Will be TIME's Person of the Year? Adivinhem quem está em 1º nas apostas.

Esta é a Revolução dos nossos dias, desta geração e destes novos tempos. Bendita Internet, por todo este poder que dás aos cidadãos. Este é o momento para registar na nossa memória, pois não há dúvida alguma de que isto será recordado daqui a muitos anos como uma pequena revolução na geopolítica mundial. Obrigado, Assange, por divulgares as mentiras financiadas pelos impostos de muitos e sacrificadas pelas mortes de outros.

(e agora a sério: usa preservativo pra sexo ocasional, que isso de andar a molhar a bolacha em tudo quanto é sítio pode ser perigoso)

4 comentários:

  1. Tirando o facto de divulgar estratégias, posições militares e nomes de militares que estão na frente de combate penso que, em certa medida, é do interesse da comunidade internacional saber o passado obscuro de Dilma, a corrupção no negócio da compra da barragem de Cahora Bassa, os voos ilegais da CIA e outros factos já revelados... Mas, aquilo das fofoquices diplomáticas acho que não tem jeito nenhum! Dá um ar de jornal tipo "The Sun"; o que pode beliscar a credibilidade e a seriedade dos intuitos que estão por detrás da organização Wikileaks.

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  2. P.S: molhar a "bolacha"? Lol, não quererias dizer molhar o "pincel"?

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  3. merdas de mulheres?
    Um artigo tão bom estragado por um comentário tãooo desnecessário!

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  4. Caro anónimo, não se aflija... Por vezes o Luís(ou "lo" como é conhecido neste "mundo") faz uns posts mais irritadiços ou uns comentários mais boçais(como aqui aponta), mas não deixa de ser, no fundo, aquilo que nos encanta - pelo menos, a mim como leitor - na sua inconfundível maneira de escrever. Compreendo que o leitor mais desprevenido e ocasional estranhe, mas acaba também por ser reflexo de uma certa liberdade que se tem ao se escrever num tão modesto blog. :)

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