
A seguir ás presidencias adivinhava-se que este acabasse por ser o tema dominante da política portuguesa.
O timing desta discussão foi acertado pela necessidade de o CDS apresentar o programa de orientação política do próximo congresso, com o qual Paulo Portas se fará reeleger no partido.
O CDS sabe que tem que apressar a coligação para antes das eleições. Sabe que a tem de negociar enquanto está reforçado pelo resultado das ultimas legislativas. Com ele poderá ter poder negocial na definição do programa e das equipas.
Por outro lado faz também uma leitura mais sóbria da política que o PSD. Um próximo governo tem de fazer reformas duras que urgem por um grande consenso e legitimação de quem as faz. Só com um movimento político novo que transcenda o PSD e CDS em militância e votos é que poderá almejar essa base de apoio.
Paulo Portas acompanha o fenómeno da sociedade pós-partidos e sabe (porque já o fez) que tem de conquistar políticos e votos fora da política e da lógica dos aparelhos partidários. A novidade de um novo movimento político poderá ser a lufada de ar fresco que a política portuguesa tanto precisa.
O PSD por seu turno quer medir-se sozinho. Passos Coelho está convencido que os portugueses lhe irão dar maioria absoluta, mas não é fácil. São raras as sondagens que lha dão. O PS está no seu pior momento da era Sócrates e mesmo assim não se distância tanto assim do PSD.
Os dois grandes partidos estão a ser castigados pela situação política actual. Os portugueses assumem-nos como principais culpados. Por isto crescem os partidos médios. O que significa que o voto útil do CDS dificilmente se deslocará a favor do PSD, também porque PPC ainda não conseguiu convencer.
Porquê a resistência de PPC? Não quer perder protagonismo para P. Portas? Quer alargar à esquerda e julga não poder fazer com o CDS atrelado? Ou está seguro de si?
Quanto a mim o PSD está condenado a casar com o CDS. Para todos nós, tanto melhor que seja o quanto antes.
Na minha humilde opinião pós-eleitoral... Não creio que o Passos Coelho seja estúpido de incluir o Portas numa lista única antes das eleições. Sabe perfeitamente qual foi a prestação do CDS\PP no governo de Durão Barroso e sabe que o povo não esquece a dos submarinos, a péssima ministra da justiça Celeste Cardona e o Telmito Correia que assinava despachos ao domingo.
ResponderEliminarPós-eleitoral também porque se Passos Coelho quiser a maioria parlamentar, terá que ir buscar amigos à direita.
Independentemente da avaliação que faças da prestação do CDS no governo, com a qual (sem surpresas) não concordo,não restam dúvidas que é com o CDS que terá de se coligar. Nem que com isso têm os dois partidos uma oportunidade de se transcenderem e o país de contar com um programa político encontrado entre os dois partidos que sirva como uma espécie de contrato social, eleitoralmente legitimado.
ResponderEliminarNão creio que Passos Coelho partilhe da tua opinião. Também começo a crer que ele não está assim tão prediposto a governar por agora... Já o paulinho das feiras anda mortinho a ver se cola a ideia!
ResponderEliminar