Em termos sintéticos, consiste na contribuição de uns fanfarrões que em tudo divergem uns dos outros nas mais variadíssimas matérias. O objectivo seria realizar um consenso e assim talvez aproximarmo-nos da Verdade, mas desde já assumimos com alguma descrença e sem pejo algum, que algum dia se logrará!
Eu defendo apenas que se devem remover as fronteiras institucionais desnecessárias que separam duas realidades que nunca foram diferentes a não ser nesses mesmos artificialismos.
Região autónoma no sentido dos Açores e Madeira não poderá ser porque isso implica que estivessemos todos debaixo do mesmo tecto. Acontece que a região atravessa dois Estados (por sinal, dois Estados da treta) e teria de haver um desmembramento total para voltar a criar algo de novo.
Mas não quero ser picuinhas na nomenclatura. Digamos que o que eu defendo, pelo menos por agora, é a garantia da autonomia. Autonomia no sentido das regiões espanholas, ao nível administrativo, económico, fiscal e legislativo que se equiparasse à homogeneidade cultural, social e histórica que o território galaico tem em toda a sua extensão, desde La Coruña até ao Douro.
O essencial é mesmo caminhar no sentido da garantia da autonomia de uma nação que não é reconhecida politicamente. Por muito que gostasse da ideia da independência, não é disso que estou aqui a falar, mas sim de auto-determinação: no fundo, sermos nós os condutores do nosso véiculo, e não alguém que não conhece nem o carro nem a estrada e não tem medo de fazer umas amolgadelas porque não é dele.
O caminho faz-se caminhando: é uma tarefa contínua e progressiva, mas já está em marcha. Vai é muito devagar. É preciso apressá-la um pouco mais e guiá-la bem, algo só possível com a crença das pessoas no projecto.
Ainda não percebi bem o que defendes.... Uma junção da Galiza com o norte português formando assim uma região autonoma? Ou percebi mal?
ResponderEliminarPatrícia,
ResponderEliminarEu defendo apenas que se devem remover as fronteiras institucionais desnecessárias que separam duas realidades que nunca foram diferentes a não ser nesses mesmos artificialismos.
Região autónoma no sentido dos Açores e Madeira não poderá ser porque isso implica que estivessemos todos debaixo do mesmo tecto. Acontece que a região atravessa dois Estados (por sinal, dois Estados da treta) e teria de haver um desmembramento total para voltar a criar algo de novo.
Mas não quero ser picuinhas na nomenclatura. Digamos que o que eu defendo, pelo menos por agora, é a garantia da autonomia. Autonomia no sentido das regiões espanholas, ao nível administrativo, económico, fiscal e legislativo que se equiparasse à homogeneidade cultural, social e histórica que o território galaico tem em toda a sua extensão, desde La Coruña até ao Douro.
O essencial é mesmo caminhar no sentido da garantia da autonomia de uma nação que não é reconhecida politicamente. Por muito que gostasse da ideia da independência, não é disso que estou aqui a falar, mas sim de auto-determinação: no fundo, sermos nós os condutores do nosso véiculo, e não alguém que não conhece nem o carro nem a estrada e não tem medo de fazer umas amolgadelas porque não é dele.
O caminho faz-se caminhando: é uma tarefa contínua e progressiva, mas já está em marcha. Vai é muito devagar. É preciso apressá-la um pouco mais e guiá-la bem, algo só possível com a crença das pessoas no projecto.