Famalicão foi notícia porque cometeu o gravíssimo(!) pecado de respeitar uma lei nacional de 1976 que lhe confere o privilégio de impôr uma pequena condição àqueles que se candidatam à aquisição de moradias construídas abaixo do preço de mercado para munícipes com baixas posses.
Quanto à eventual inconstitucionalidade da norma jurídica em questão, pouco sei e não me aventuro nessas dimensões pois não tenho formação jurídica de base que me permita ajuízar adequadamente. Mas do meu bom senso tenho perfeita noção de duas coisas relativamente a discriminações: (1) que elas nem sempre são más, uma vez que distinguem o que é distinto; (2) que, se elas existem, por alguma razão assim o é.
Mas não precisei de ler mais do que o título da notícia para descobrir que aqueles que estão por detrás disto são os menininhos do Bloco de Esquerda, sempre prontos a arranjar qualquer trampolim social de instrumentalização de "coitadinhos" para daí colher benefícios próprios.
O ponto é este: o Bloco tresanda. A mim já me mete nojo tanto terrorismo político proveniente de um mesmo sítio. A ideia demagógica de ir procurar incorrecções em nome da Salvação Justiceira dos Oprimidos já seria per se nojenta, mas desta feita sai acrescida com nota de culpa própria. Sim, os telhados do Bloco são de vidro: parece que a Câmara de Salvaterra de Magos (sim, aquela que é a única do BE) também tinha um regulamento que proibía imigrantes de aceder a casas vendidas a baixo preço pela autarquia, mas o Reverendo Louçã já veio afirmar que essa disposição já existia antes do mandato e que foi removida na passada quarta-feira - curiosamente, o mesmo dia em que acusaram a autarquia de Famalicão pelo mesmo crime. Não haja dúvida, a sincronia temporal deles é bela.
Mas se é para escândalos, eu também posso mandar umas coisas para um jornal. Cá vai. O terreno em frente à estação da CP de Famalicão é o cartão de visita por excelência da cidade para quem vem de fora. Ao sair do comboio, o transeunte depara-se há mais de 20 anos com um espectáculo de podridão e de sujeira num terreno apropriado por uso capeão por um grande conjunto de famílias de etnia cigana que nunca foram despojadas do sítio que ilegalmente ocupam porque... isso poderia causar instabilidade social. Entretanto, a Câmara teve de gastar 5,7 Milhões de Euros em construção de novas moradias (as famosas bétulas) para os alojar, ali ao lado e com a particularidade de essas casas terem sido concebidas com um estilo arquitectónico especial, tendo em conta as necessidades e hábitos das gentes da citada etnia. Consta também que os ciganos pediram indemnização choruda por estarem a ser relocalizados.
Os ciganos não são imigrantes, mas são uma minoria. E para o BE, todas as minorias contam. Foi assim que obtiveram os 8% de votos: são as mesmas minorias que não votam nem querem saber do BE mas que são acerrimamente defendidos por ele.
Calhava bem dizer-lhes que o âmbito de uma Câmara Municipal é local e cabe a essa mesma autarquia fazer a política social da sua zona. Providenciar casas sem o requisito da cidadania ou nacionalidade é ridículo o suficiente para fazer com que eventualmente os beneficiários de um programa nem sequer tenham participado eleitoralmente na votação para o órgão municipal aquando das eleições e por isso não seja, reflexivamente, representado por ele.
A mim custa-me perceber como pode ser o BE um partido legal. Actualmente, embora discorde da disposição, todos os partidos têm de ser nacionais para cumprirem legalidade. Não percebo como pode o BE ser considerado um Partido Português quando defende mais os imigrantes do que os próprios nacionais, e defende mais os dependentes, os coitadinhos e os subsidiados do que quem contribui para o sustento da sociedade.
Já deu para ver que também o PS já foi na cantiga e que se prepara para mudar a dita norma. Fartei-me disto tudo. Que venha alguém do PSD para meter algum juízo na cabeça das pessoas. Que se foda. Desta vez tou com eles.
Quanto à eventual inconstitucionalidade da norma jurídica em questão, pouco sei e não me aventuro nessas dimensões pois não tenho formação jurídica de base que me permita ajuízar adequadamente. Mas do meu bom senso tenho perfeita noção de duas coisas relativamente a discriminações: (1) que elas nem sempre são más, uma vez que distinguem o que é distinto; (2) que, se elas existem, por alguma razão assim o é.
Mas não precisei de ler mais do que o título da notícia para descobrir que aqueles que estão por detrás disto são os menininhos do Bloco de Esquerda, sempre prontos a arranjar qualquer trampolim social de instrumentalização de "coitadinhos" para daí colher benefícios próprios.
O ponto é este: o Bloco tresanda. A mim já me mete nojo tanto terrorismo político proveniente de um mesmo sítio. A ideia demagógica de ir procurar incorrecções em nome da Salvação Justiceira dos Oprimidos já seria per se nojenta, mas desta feita sai acrescida com nota de culpa própria. Sim, os telhados do Bloco são de vidro: parece que a Câmara de Salvaterra de Magos (sim, aquela que é a única do BE) também tinha um regulamento que proibía imigrantes de aceder a casas vendidas a baixo preço pela autarquia, mas o Reverendo Louçã já veio afirmar que essa disposição já existia antes do mandato e que foi removida na passada quarta-feira - curiosamente, o mesmo dia em que acusaram a autarquia de Famalicão pelo mesmo crime. Não haja dúvida, a sincronia temporal deles é bela.
Mas se é para escândalos, eu também posso mandar umas coisas para um jornal. Cá vai. O terreno em frente à estação da CP de Famalicão é o cartão de visita por excelência da cidade para quem vem de fora. Ao sair do comboio, o transeunte depara-se há mais de 20 anos com um espectáculo de podridão e de sujeira num terreno apropriado por uso capeão por um grande conjunto de famílias de etnia cigana que nunca foram despojadas do sítio que ilegalmente ocupam porque... isso poderia causar instabilidade social. Entretanto, a Câmara teve de gastar 5,7 Milhões de Euros em construção de novas moradias (as famosas bétulas) para os alojar, ali ao lado e com a particularidade de essas casas terem sido concebidas com um estilo arquitectónico especial, tendo em conta as necessidades e hábitos das gentes da citada etnia. Consta também que os ciganos pediram indemnização choruda por estarem a ser relocalizados.
Os ciganos não são imigrantes, mas são uma minoria. E para o BE, todas as minorias contam. Foi assim que obtiveram os 8% de votos: são as mesmas minorias que não votam nem querem saber do BE mas que são acerrimamente defendidos por ele.
Calhava bem dizer-lhes que o âmbito de uma Câmara Municipal é local e cabe a essa mesma autarquia fazer a política social da sua zona. Providenciar casas sem o requisito da cidadania ou nacionalidade é ridículo o suficiente para fazer com que eventualmente os beneficiários de um programa nem sequer tenham participado eleitoralmente na votação para o órgão municipal aquando das eleições e por isso não seja, reflexivamente, representado por ele.
A mim custa-me perceber como pode ser o BE um partido legal. Actualmente, embora discorde da disposição, todos os partidos têm de ser nacionais para cumprirem legalidade. Não percebo como pode o BE ser considerado um Partido Português quando defende mais os imigrantes do que os próprios nacionais, e defende mais os dependentes, os coitadinhos e os subsidiados do que quem contribui para o sustento da sociedade.
Já deu para ver que também o PS já foi na cantiga e que se prepara para mudar a dita norma. Fartei-me disto tudo. Que venha alguém do PSD para meter algum juízo na cabeça das pessoas. Que se foda. Desta vez tou com eles.
temos político...:-)
ResponderEliminarBem dizia o Cícero que tu gostavas do PSD ;)
ResponderEliminarComo já te disse ontem concordo plenamente contigo neste ponto ..... ( o caso do loteamento da bétulas nem comento... simplesmente vergonhoso)
Não te esqueças da moderação! :D Beijo
Há a algum tempo se me pedissem para enquadrar o Luís num grupo político diria que era da esquerda radical. Depois diria separatista. Agora é Separatista Nacionalista. Hoje não tenho a certeza. Não entendas como uma provocação.
ResponderEliminarNão acho isso negativo é um caso interessante porque é invulgar. Só tenho a certeza de uma coisa. Nunca é moderado.