... este video do Eric Cantona está a ter algum sucesso. Já há grupo formado em França e muitos milhares a prometer via Facebook fazer a sua quota-parte no dia 7 de Dezembro (as causas modernas são assim).
João Correia, something's gotta give? Tens razão. O diagnóstico mantém-se o mesmo de há muito tempo para cá. Podem dizer que as finanças públicas têm de estar controladas, que temos de ser competitivos, que temos de baixar níveis de vida, que temos de fazer reformas laborais estruturais, etc etc etc. Estas coisas não resolvem o problema. O cerne é e será sempre este: esta arquitectura monetária do Euro não funciona. Ponto final. O Euro não pode funcionar num sistema que só agrada a alguns. Câmbios fixos, monetarismo de regras cegas, asfixia orçamental e rigidez nominal - tudo ao mesmo tempo - só funciona se todos os países do Euro tivessem superavites comerciais em simultâneo. Só funciona mesmo no idealismo de algumas cabecinhas criativas.
Só há duas saídas possíveis:
- OU os grandinhos do eixo franco-alemão percebem que o Euro não é "sol na eira, chuva no nabal" - e entendem que os países grandes também têm de estabelecer compromissos e aceitar uma alternativa a este monetarismo absurdo, p.e. através da permissão do federalismo na emissão de dívida e/ou na política orçamental;
- OU então a zona Euro colapsa e voltamos às moedinhas próprias. Não se pode ter o melhor de dois mundos.
João Correia, something's gotta give? Tens razão. O diagnóstico mantém-se o mesmo de há muito tempo para cá. Podem dizer que as finanças públicas têm de estar controladas, que temos de ser competitivos, que temos de baixar níveis de vida, que temos de fazer reformas laborais estruturais, etc etc etc. Estas coisas não resolvem o problema. O cerne é e será sempre este: esta arquitectura monetária do Euro não funciona. Ponto final. O Euro não pode funcionar num sistema que só agrada a alguns. Câmbios fixos, monetarismo de regras cegas, asfixia orçamental e rigidez nominal - tudo ao mesmo tempo - só funciona se todos os países do Euro tivessem superavites comerciais em simultâneo. Só funciona mesmo no idealismo de algumas cabecinhas criativas.
Só há duas saídas possíveis:
- OU os grandinhos do eixo franco-alemão percebem que o Euro não é "sol na eira, chuva no nabal" - e entendem que os países grandes também têm de estabelecer compromissos e aceitar uma alternativa a este monetarismo absurdo, p.e. através da permissão do federalismo na emissão de dívida e/ou na política orçamental;
- OU então a zona Euro colapsa e voltamos às moedinhas próprias. Não se pode ter o melhor de dois mundos.
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