domingo, 14 de novembro de 2010

Uma perspectiva da crise...





(1)Mark Blyth; Professor e Economista na Universidade Brown.
(2)Vídeo recomendado pela Joana Amaral Dias, no programa "Directo ao Assunto" da RTP N.

2 comentários:

  1. Que vídeo esquerdalho!!!

    Foi este raciocínio segundo o qual os Estados não devem aplicar, agora, políticas de austeridade, que nos levou a esta crise da dívida. O que este vídeo sugere, mas não conclui com clareza, é que o sector público deve continuar a alimentar artificialmente a economia.

    Foi esta a política do Sócrates nos últimos 2 anos: TGV, aeroporto, escolas, e-escolas, e-escolinhas, energias renováveis, autoestradas inúteis, etc. Tudo isto para manter a economia a rodar. Mas a que preço?

    É interessante notar que, nestas alturas, os defensores destes discursos vêm dizer, com uma certa razão, que os Estados devem ter uma política orçamental em contra-ciclo, poupando em tempos de prosperidade e gastando mais naqueles de austeridade. Mas, nos tempos de prosperidade, nunca os ouvimos alertar para o despesismo do Estado. Pelo contrário. E não há omeletes sem ovos; se não se poupou na prosperidade, não há agora meios para espicaçar a economia.

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  2. É uma perspectiva. Só conhecendo os argumentos dos dois lados é que, com propriedade, podemos tomar uma posição.
    Do meu ponto de vista, a austeridade não só é necessária como nos é imposta por terceiros, no entanto, achei curioso que - e até penso que também já ouvi o Luís O. a dizer o mesmo - não se pode almejar os vários objectivos ao mesmo tempo. Como leigo, em questões de economia - visto que tenho uma formação económica elementar, com a realização de uma cadeira (anual) de Economia Política e outra de Finanças Públicas (também anual), no âmbito do curso de Direito - escuso-me a tomar posição quanto a essa querela. Deixo isso para o nosso colega Luís O., que é bem mais douto nestas matérias.

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