Em termos sintéticos, consiste na contribuição de uns fanfarrões que em tudo divergem uns dos outros nas mais variadíssimas matérias. O objectivo seria realizar um consenso e assim talvez aproximarmo-nos da Verdade, mas desde já assumimos com alguma descrença e sem pejo algum, que algum dia se logrará!
Mostrar mensagens com a etiqueta Manuela Ferreira Leite. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Manuela Ferreira Leite. Mostrar todas as mensagens
sábado, 2 de outubro de 2010
domingo, 18 de outubro de 2009
PSD: que futuro? Parte I
Publicada por
Joao A. Correia
No passado dia 27, o PSD sofreu uma derrota em toda a linha! Não conseguiu crescer face a um descredibilizado PSD de Santana Lopes, - nem mesmo valendo-se das armas da credibilidade da verdade e da seriedade que, supostamente, deveriam infligir danos gravosos na imagem, já de si fragilizada, do primeiro-ministro – não conseguiu crescer dentro do eleitorado do PS, logo não foi por sua causa que o PS perdeu a maioria absoluta (note-se que os próprios socialistas nem sequer definiam isso como meta), perdeu muitos votos face a um surpreendente CDS/PP, que nunca definiu o PSD como alvo a abater, e ficou-se por uns humilhantes 29% que ficam para a história como um dos piores resultados de sempre.
Estes foram os factos, mas o que mais me preocupa sendo eu militante do PSD, é as circunstâncias em que estes ocorreram face a um status quo claramente favorável à obtenção de um resultado, pelo menos, bem diferente dos tempos difíceis e agitados da liderança de Pedro Santana Lopes. Podemos desde logo, sem grandes dificuldades, enumerar algumas das circunstâncias que tornavam mais facilitada a batalha do PSD: a crise económica; o défice; o desemprego; o ataque contínuo do governo à classe dos professores, dos polícias, militares e juízes; os escândalos que envolviam o nome de José Sócrates; as gafes e truculências dos ministros; enfim, um conjunto de factos que deveriam tornar o PSD melhor “armado”para lograr atingir o seu principal objectivo, o de ser o partido mais votado.
O que falhou então? É a pergunta última que nos invade e à qual facilmente se consegue responder… O PSD de Manuela Ferreira Leite decidiu, e isto deve ser quase inédito, fugir à racionalidade política desafiando os seus pressupostos lógicos, a sua finalidade estratégica. A Metodologia foi absolutamente errada; a lógica foi desafiada – Manuela Ferreira Leite quis ser uma presidente de partido apolítica, num cargo que é eminentemente político – e o método foi errado, pois não conseguiu convencer eficazmente os eleitores e, portanto, somos forçados a concluir que a mensagem política falhou. E isto é o pior que pode acontecer na política, nomeadamente se considerarmos que vivemos num tempo em que é fundamental a comunicação e a linguagem, como de resto nos vem dizendo Habermas. José António Saraiva na sua crónica no “SOL” citou, e bem, uma máxima popular: “Não se apanham moscas com Vinagre!” e, de facto, o povo tem razão…
Estes foram os factos, mas o que mais me preocupa sendo eu militante do PSD, é as circunstâncias em que estes ocorreram face a um status quo claramente favorável à obtenção de um resultado, pelo menos, bem diferente dos tempos difíceis e agitados da liderança de Pedro Santana Lopes. Podemos desde logo, sem grandes dificuldades, enumerar algumas das circunstâncias que tornavam mais facilitada a batalha do PSD: a crise económica; o défice; o desemprego; o ataque contínuo do governo à classe dos professores, dos polícias, militares e juízes; os escândalos que envolviam o nome de José Sócrates; as gafes e truculências dos ministros; enfim, um conjunto de factos que deveriam tornar o PSD melhor “armado”para lograr atingir o seu principal objectivo, o de ser o partido mais votado.
O que falhou então? É a pergunta última que nos invade e à qual facilmente se consegue responder… O PSD de Manuela Ferreira Leite decidiu, e isto deve ser quase inédito, fugir à racionalidade política desafiando os seus pressupostos lógicos, a sua finalidade estratégica. A Metodologia foi absolutamente errada; a lógica foi desafiada – Manuela Ferreira Leite quis ser uma presidente de partido apolítica, num cargo que é eminentemente político – e o método foi errado, pois não conseguiu convencer eficazmente os eleitores e, portanto, somos forçados a concluir que a mensagem política falhou. E isto é o pior que pode acontecer na política, nomeadamente se considerarmos que vivemos num tempo em que é fundamental a comunicação e a linguagem, como de resto nos vem dizendo Habermas. José António Saraiva na sua crónica no “SOL” citou, e bem, uma máxima popular: “Não se apanham moscas com Vinagre!” e, de facto, o povo tem razão…
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)