Está visto que o país está de pernas para o ar. Nada funciona, tudo está às avessas e fora do contexto.
Depois da palhaçada do discurso de Cavaco Silva (um PR que tem uma opinião negativa sobre uma lei, mas que não a veta porque tem medo de promulgá-la à força não serve de muito como PR) e da fantochada dos movimentos LGBT-Queer-Exibicionistas-Coloridos em prol de não-se-sabe-bem-o-quê, está visto que não nos importam o desemprego, a carência alimentar, a emigração nem a queda do poder de compra. Tudo isso foi relegado para segundo plano em detrimento de pseudo-causas neo-maçónicas de 5ª categoria.
Vem isto a propósito daquela conversa que escrevi há uns tempos sobre a questão dos direitos, das liberdades e do que isso tudo significa. Explique-se a estes grupos de pressão que os direitos não são aquilo que não temos, mas sim o que nos é atribuído por conquista civilizacional ou por inerência de existência humana. Lamento que em nenhuma dessas se enquadrem casamentos gay. Se continuamos a exigir direitos em todo o lado e a este ritmo, vai chegar o dia em que comer diariamente em pratos de porcelana chinesa há-de ser um direito humano.
Duas notas rápidas.
1) As manifestações de oposição à homofobia são completamente ridículas. Da mesma forma que não se combate o trabalho infantil com cartazes à porta das fábricas filipinas, também não se pode exigir que de um momento para o outro o pessoal passe a olhar os gays indiferentemente como nunca os viu até hoje. Fazer marchas contra a homofobia é a apologia da "manifestação de rabo sentado". Dá muito trabalho em pensar em algo diferente do que exibir côres e confettis coloridos e ficamo-nos mesmo por aí, com as mãos lavadas e a consciência tranquila, como se tivessemos contribuído para a Declaração dos Direitos do Homem. Convenhamos: é uma diversão, vá lá. Uma forma de ocupar o tempo livre dos jovens desempregados.
2) A outra questão tem a ver com esta obra de arte feita pelas senhoras da UMAR, uma sociedade pós-modernista, revolucionária e Frida Kahlista, que decidiu pegar no design gráfico de um conhecido jornal diário, adaptá-lo e distribui-lo pela cidade de Lisboa com notícias alternativas, com especial incidência na importância do feminismo:
Depois da palhaçada do discurso de Cavaco Silva (um PR que tem uma opinião negativa sobre uma lei, mas que não a veta porque tem medo de promulgá-la à força não serve de muito como PR) e da fantochada dos movimentos LGBT-Queer-Exibicionistas-Coloridos em prol de não-se-sabe-bem-o-quê, está visto que não nos importam o desemprego, a carência alimentar, a emigração nem a queda do poder de compra. Tudo isso foi relegado para segundo plano em detrimento de pseudo-causas neo-maçónicas de 5ª categoria.
Vem isto a propósito daquela conversa que escrevi há uns tempos sobre a questão dos direitos, das liberdades e do que isso tudo significa. Explique-se a estes grupos de pressão que os direitos não são aquilo que não temos, mas sim o que nos é atribuído por conquista civilizacional ou por inerência de existência humana. Lamento que em nenhuma dessas se enquadrem casamentos gay. Se continuamos a exigir direitos em todo o lado e a este ritmo, vai chegar o dia em que comer diariamente em pratos de porcelana chinesa há-de ser um direito humano.
Duas notas rápidas.
1) As manifestações de oposição à homofobia são completamente ridículas. Da mesma forma que não se combate o trabalho infantil com cartazes à porta das fábricas filipinas, também não se pode exigir que de um momento para o outro o pessoal passe a olhar os gays indiferentemente como nunca os viu até hoje. Fazer marchas contra a homofobia é a apologia da "manifestação de rabo sentado". Dá muito trabalho em pensar em algo diferente do que exibir côres e confettis coloridos e ficamo-nos mesmo por aí, com as mãos lavadas e a consciência tranquila, como se tivessemos contribuído para a Declaração dos Direitos do Homem. Convenhamos: é uma diversão, vá lá. Uma forma de ocupar o tempo livre dos jovens desempregados.
2) A outra questão tem a ver com esta obra de arte feita pelas senhoras da UMAR, uma sociedade pós-modernista, revolucionária e Frida Kahlista, que decidiu pegar no design gráfico de um conhecido jornal diário, adaptá-lo e distribui-lo pela cidade de Lisboa com notícias alternativas, com especial incidência na importância do feminismo:

Depois da distribuição de preservativos "ao" Papa (coisa que as ditas organizações nunca fizeram nas sociedades muçulmanas que tanto defendem), vem mais esta "manifestação de rabo sentado", feita única e exclusivamente com o intuito de criar choque, de ganhar audiência e de divergir atenções de forma terrorista. Estas organizações são tão iguais que até se confundem na altura de erguer a voz. Eu tinha vergonha de ser utilizado como uma marioneta por lobbies, mas isso sou eu que digo; eu, que sou orgulhosamente um homem independente e livre, e protegido contra feminismos de qualquer espécie.
Dizia eu, uma destas senhoras da UMAR (que estaria bem era em casa, a lavar a louça ou a passar a ferro as camisas da companheira) foi entrevistada pelo JN a semana passada, num artigo que tive o prazer de ler. Dizia ela que iam pressionar a TVI para mudar o argumento/enredo da série Morangos com Açúcar depois de terem visto um episódio em que um jovem bateu na namorada com alguma violência, sem que tivesse daí sucedido algum "castigo" de qualquer ordem, facto que importunou e muito a dita senhora da UMAR, ao ponto de exigir que a TVI mude a sua linha de narrativa ficcional por causa da sua orientação feminista, com medo de que issso influencie pela negativa os jovens que assistem à série. Disse também essa senhora que uma série correcta e bem concebida era uma tal de "Casos Arquivados" (ou coisa parecida, não me recordo) na Fox, pelo simples e singelo motivo de que a protagonista é uma mulher livre, independente e com carreira de sucesso.
Gostaria de perguntar, cara a cara, a essa senhora da UMAR acerca da questão de Bruna Real, a célebre professora de Mirandela que posou nua para a Playboy, perdendo assim o seu emprego como docente ao ser transferida para o arquivo municipal. Que diria a senhora da UMAR desta questão? Estaria do lado de Bruna, ao defendê-la acerrimamente contra o machismo e a misoginia da autarquia contra uma mulher que tem o direito de usar o seu corpo como bem quer, como uma verdadeira mulher independente? Ou será que estariam contra ela, por ter personalizado na perfeição o símbolo da objectificação da mulher, ao posar integralmente nua e aos beijos com outra menina para deleite e prazer dos homens (e lésbicas!) excitados que lêem a dita revista?
E assim vai o País, perdulário e dormente, ao som de discussões e pseudo-manifestações bizantinas, distraídos por lobbies gay e terroristicamente-progressistas (coisa que, na prática, vai dar ao mesmo) que dão mau nome às organizações sociais e aos grupos de pressão, rumo a um destino que-não-se-sabe-bem-qual. Enquanto isto durar, nada mais importa. Não há pão para pôr na mesa, não há crédito por pagar, não há postos de trabalho para se criar, não há corrupção por condenar, não há nada. Há apenas circo e paneleirices.
Dizia eu, uma destas senhoras da UMAR (que estaria bem era em casa, a lavar a louça ou a passar a ferro as camisas da companheira) foi entrevistada pelo JN a semana passada, num artigo que tive o prazer de ler. Dizia ela que iam pressionar a TVI para mudar o argumento/enredo da série Morangos com Açúcar depois de terem visto um episódio em que um jovem bateu na namorada com alguma violência, sem que tivesse daí sucedido algum "castigo" de qualquer ordem, facto que importunou e muito a dita senhora da UMAR, ao ponto de exigir que a TVI mude a sua linha de narrativa ficcional por causa da sua orientação feminista, com medo de que issso influencie pela negativa os jovens que assistem à série. Disse também essa senhora que uma série correcta e bem concebida era uma tal de "Casos Arquivados" (ou coisa parecida, não me recordo) na Fox, pelo simples e singelo motivo de que a protagonista é uma mulher livre, independente e com carreira de sucesso.
Gostaria de perguntar, cara a cara, a essa senhora da UMAR acerca da questão de Bruna Real, a célebre professora de Mirandela que posou nua para a Playboy, perdendo assim o seu emprego como docente ao ser transferida para o arquivo municipal. Que diria a senhora da UMAR desta questão? Estaria do lado de Bruna, ao defendê-la acerrimamente contra o machismo e a misoginia da autarquia contra uma mulher que tem o direito de usar o seu corpo como bem quer, como uma verdadeira mulher independente? Ou será que estariam contra ela, por ter personalizado na perfeição o símbolo da objectificação da mulher, ao posar integralmente nua e aos beijos com outra menina para deleite e prazer dos homens (e lésbicas!) excitados que lêem a dita revista?
E assim vai o País, perdulário e dormente, ao som de discussões e pseudo-manifestações bizantinas, distraídos por lobbies gay e terroristicamente-progressistas (coisa que, na prática, vai dar ao mesmo) que dão mau nome às organizações sociais e aos grupos de pressão, rumo a um destino que-não-se-sabe-bem-qual. Enquanto isto durar, nada mais importa. Não há pão para pôr na mesa, não há crédito por pagar, não há postos de trabalho para se criar, não há corrupção por condenar, não há nada. Há apenas circo e paneleirices.
Luís,
ResponderEliminarDesde logo, dizer que porque há desemprego, corrupção e crise económica, o país se devia abster de outras discussões é absurdo e impraticável. Uma coisa é ter prioridades, outra é esquecer que há vida para além delas.
Se os heterossexuais consideram que o direito a constituir família, ainda que sem filhos, é um direito inerente à existência humana, porque não há-de a questão do casamento gay ser colocada nos mesmos termos?
"As manifestações de oposição à homofobia são completamente ridículas. Da mesma forma que não se combate o trabalho infantil com cartazes à porta das fábricas filipinas, também não se pode exigir que de um momento para o outro o pessoal passe a olhar os gays indiferentemente como nunca os viu até hoje"
Vá lá que o Martin Luther King e a Betty Friedan não tinham esta ideia tão redutora da utilidade das manifestações públicas.
E finalmente, posições ridículas há muitas, nos vários lados do campo de batalha. Por exemplo, esta peregrina entrevista à Isilda Pegado:
Correio da Manhã – Como comenta o facto de o Presidente da República ter promulgado o diploma que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo?
Isilda Pegado – Lamento. Sinto uma tristeza profunda pela aprovação de uma política desta natureza que vai contra a vontade de muitos portugueses. É uma verdadeira ditadura de uma esquerda caviar e de um Governo que usa esta forma para assumir um compromisso com o eleitorado que o elegeu.
– O que é que a fazia acreditar que o Presidente da República teria outra posição?
– Acreditei até ao momento em que ouvi. O veto seria uma decisão democrática. O Presidente não ouviu os portugueses. Não ouviu a sociedade que governa. Ignorou a opinião dos portugueses.
– Mas não será mais democrático atribuir direitos às pessoas?
– Já o disse várias vezes. Essa minoria já tinha direitos. Tinha o direito de viver como outras pessoas, nas suas circunstâncias física e psíquica próprias do homossexual.
– Que consequências prevê com a aprovação deste diploma?
– Muitas. Terá graves consequências ao nível dos valores da nossa sociedade, da educação dos jovens e principalmente económicas.
– Económicas em que sentido?
– Quem é que trata destas pessoas na velhice? Não têm filhos, nem podem ter netos. Também têm direito a ser tratados, logo, vai sobrar para todos nós. Vai sobrar para os contribuintes.
PS: gosto especialmente da parte final em que ela parece conceber que sem casamento, os contribuintes deixariam de ter de suportar os gays na velhice lol.
Luís, tenho-te em boa conta mas este post é tão homofóbico e disparatado que me é difícil dizer o que quer que seja. Converteste-te ao PNR?
ResponderEliminarQuero dizer que este post me deixou simplesmente deleitado... Bravo! Eduardo, não considero o post homofóbico; entendo que ironiza a histeria em volta de pseudo-causas que são fruto do relativismo dos nossos tempos. No caso do casamento dos homossexuais, a via podia ser conferir-lhes um instrumento análogo ao casamento e, com certeza, nesse capítulo, teria uma ampla base de apoio. Contudo, a "causa" centrou-se na instituição casamento, uma instituição que muitos dos activistas dos movimentos LGBT até consideram caduca ou demodé.
ResponderEliminarA questão já não se centrava na igualdade de direitos, antes, num prazer indisfarçável de atacar quem não concordasse com a boa-nova, trazida por esses missionários da esquerda caviar. Com uma tautologia perfeita, defenderam que era uma questão de evolução; um passo civilizacional na consagração de direitos fundamentais (!) e, por conseguinte, um aperfeiçoamento da nossa própria democracia. Assim sendo, toda a opinião diversa deveria ser considerada como vinda de pessoas que padeceriam de uma qualquer doença mental (a “homophobia”), ou então, seria o sinal que existiriam ainda resquícios de uma mentalidade salazarista e beata e, portanto, nos antípodas de uma sociedade civilizada.
O facto é que através de uma lei, se vai impor uma determinada mundivisão à comunidade, descurando os valores que comunitariamente são partilhados e que resultam na vontade geral. Ou seja, as leis só serão válidas na medida em que tenham a concordância com a axiologia vigente; de outro modo, será a própria lei a arrogar-se como válida. E de facto esta lei constituirá um romper com uma certa visão do mundo, a tal ponto de se questionar os limites de existência dos conceitos de família e casamento. Não nos levará isto a perguntar, o que é o casamento(?) ou que é a família(?) e, assim, deixarem de existir, por estarem tão diluídos nos restantes sub-sistemas sociais?
Outra coisa que me incomoda é o argumento de que é tão normal um indivíduo ter preferência (sexual) por pessoas do mesmo sexo, como por pessoas de sexo diferente. Ora tal é absurdo! A normalidade tem que ser a heterossexualidade, caso contrário, seria um mundo” upside down”. Uma coisa é terem direito a serem tratados como sujeitos com igualdade de direitos, outra, e bem diferente, é considerar-se que sociologicamente e em termos “naturais”, correspondem à normalidade. No que concerne à família parece que também aí se podem aventar várias teorias, contudo, por mais ficções que se façam, a família será sempre constituída por um pai e uma mãe. Não é uma embirração minha, é da própria Natureza!
O país não precisa de se abster de outras discussões para além das suas debilidades económicas, mas se eu tenho uma casa a arder e um telefone a tocar, parece-me lógico que o sensato é apagar primeiro o fogo e só depois atender a chamada.
ResponderEliminarMas, é pá, a questão nunca foi essa. Quero lá saber se os gays se casam ou não. Pessoalmente, tenho a minha opinião, mas não faço muito caso dela. Preocupam-me muito mais os termos em que isto se discutiu.
Ainda agora fui apelidado de homofóbico só porque critiquei o modo de actuação dos movimentos pró-casamento gay. Isto faz algum sentido na cabeça de alguém?
Não admira que eu tenha dito que o país está perdido com questões bizantinas. Enquanto uns usam as minorias para ofuscar e entreter as pessoas para abafar a crise, essas mesmas minorias são usadas como instrumentos políticos de arremesso sem o perceberem, enquanto os seus defensores se divertem a apelidar de homofóbico quem não concorda com eles. Não consigo dizer qual de todos é o mais triste.
Bravo, joão Correia. Um comentário soberbo, cuidadosamente bem escrito, conseguiste exprimir aquilo que eu penso melhor que eu próprio.
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