domingo, 14 de março de 2010

A estrela do Congresso!


Fernando Costa foi uma lufada de ar fresco para o Congresso. Disse aquilo que ninguém teve coragem de dizer; empolgou a plateia; elogiou a qualidade dos candidatos; criticou quem criticava estes; apelou à unidade; e falou com paixão, sinceridade e frontalidade. Para mim foi a grande estrela do Congresso; não por ter sido o mais ovacionado, mas pelo facto de, na qualidade de presidente das Caldas ter realizado um dos discursos que mais marcaram politicamente o XXXII Congresso do PSD. Apesar de ter manifestado o seu apoio a Passos Coelho e de ter proferido duras críticas à actual direcção política do partido, a este, ninguém teve a coragem de o apupar... É caso para dizer: Bavo!

P.S: Estes congressos são a prova viva que o partido não está acabado! O partido vestá mais vivo que nunca e, muito sinceramente, penso que não existe outro partido português capaz de realizar congressos tão vivos e interessantes como os do Partido Social Democrata. Por tudo isto, o PSD está de parabéns! Que ganhe o melhor e VIVA PORTUGAL!

Reacções na blogoesfera

"O que se pode concluir é que Passos Coelho está preparado, há anos em que se rodeou de uma equipa e tem ideias sobre o que quer para Portugal. Isso nota-se muito na forma como é mais concreto nas medidas e políticas preconizadas. na economia é o único que percebeu que sem uma rede de Pequenas e Médias Empresas viradas para a inovação e para a exportação, o país não sairá deste caminho que conduz à pobreza."
Luís Moreira, in Aventar


"Paulo Rangel, manteve o seu estilo populista, fazendo lembrar Paulo Portas, com um discurso cheio de sound bites (pedir maioria absoluta, falar em sonho, classe média, as entranhas dos portugueses, refundar Portugal, etc.). Nisso assemelha-se a Portas e ainda não descolou do passado. O seu pecado maior é a colagem a esta direcção" (...) Já Pedro Passos Coelho mostrou que é o que está melhor preparado para ser Primeiro-ministro e percebe-se a razão de ser o preferido dos portugueses. O seu primeiro discurso foi arriscado. Foi corajoso." 
Fernando Moreira de Sá, in Aventar

Aguiar Branco esteve bem. Provou a quem o desdenha que tem valor para estar onde chegou. Paulo Rangel tentou empolgar e quase o conseguia no discurso da tarde – mas abusa de uma retórica vazia, proclama intenções sem se preocupar em como as vai atingir. Esteve pior à noite do que à tarde. O último discurso manteve a insuficiência de razões, sendo que a mensagem essencial acabou por ser o apoio a Cavaco Silva (que Aguiar Branco já tinha avançado). Pouco, muito pouco, para quem prometia muito.
Pedro Passos Coelho esteve quase sempre tranquilo. Nesta campanha,optou pela imagem de serenidade, consistência, confiança. As suas prestações de hoje estiveram nesse registo.
Carlos Alberto Amorim, in Blasfémias

Passos Coelho marcou sobretudo a agenda política do País. Não sei se repararam que foi o único a levar propostas concretas para o palco de Mafra. Tributo solidário dos beneficiários de prestações sociais, designação parlamentar do governador do Banco de Portugal são dois exemplos salientes daquilo que não se encontrou em qualquer outro discurso. Mas foi também o único a estabelecer uma relação de forças com o Governo. Onde os outros candidatos se limitaram a malhar no Eng. Sócrates, Passos Coelho lançou desafios, entre os quais o de apenas votar o PEC depois da eleição do novo líder do PSD. Ao fazê-lo, foi já líder da oposição. Faltam menos de duas semanas para o ser realmente.
 Vasco Campilho, in Aparelho de Estado

A elite portuguesa política do futuro e o Sebastianismo

Vinte testemunhos breves de jovens da JSD apoiantes de Rangel

[Dirigente da] Associação Académica de Coimbra apoia Rangel

Advertência: provoca riso, mas também preocupação.

Retirado do blog 5dias.net

sexta-feira, 12 de março de 2010

"No Money for the Boys"





Ver o dr. Teixeira dos Santos defender a austeridade e seriedade contra o clientismo partidário é qualquer coisa de patriótico e verdadeiramente inspirador. É mesmo daquelas coisas capazes de restabelecer a confiança de uma economia e sua credibilidade nos mercados externos.

Esses Boys das Assembleias de Freguesias que se andam a "abotoar" com 10,74 euros por sessão (são quatro por ano)deviam ter vergonha na cara e tratar mas é de ir para uma empresa pública ganhar o mesmo que o Rui Pedro Mota Soares.
Se isso acontecer a minha confiança e optimismo no futuro da economia portuguesa vai melhorar substancialmente.

Qualquer dia a minha família começa a "atirar-me á cara" que o RPMS com pouco mais que a minha idade já era um Boy muito mais bem sucedido do que eu.

Perdoem-lhe. Ela não sabe o que diz...

segunda-feira, 8 de março de 2010

PEC 2010-2013 - As Privatizações

As privatizações são sempre temas quentes, e devem ser vistas caso a caso. A minha opinião, um pouco à pressa, sobre a carteira do Estado, incluindo a ParPública:

- A RTP poderia perfeitamente ser desmembrada e vendida parcial ou integralmente. O seu valor nominal é de cerca de 950 milhões de euros, mas duvido que alguém pague mais do que o valor simbólico de 1 euro por uma empresa que, ano após ano, vive à custa do dinheiro estatal para ficar à tona. Se não for privatizada (e não o será), poderia perfeitamente ser proibida de transmitir publicidade em todo o Grupo, quer na TV quer na rádio, e de beneficiar de taxas do audiovisual, para que se pudesse dessa forma aumentar a concorrência nos generalistas com um novo canal e simultaneamente acabar com o buraco financeiro em que se encontra, recheado de risco moral e de gastos abusivos.

- A TAP também poderia ser privatizada, ainda que corressemos o risco de deixar de ter a transportadora a falar português a prazo. A TAP está a perder a corrida do mercado sul-americano para a parceria British Airways-Iberia e, à semelhança de muitas empresas com participação estatal, só dá prejuízos e é mal gerida. Muitos contribuintes desconhecem que a TAP só ainda não foi ao fundo porque todos os anos beneficia de injecções de capital das Finanças Públicas. Este caminho é insustentável e pode deitar muito a perder para a transportadora em termos de estratégia de sobrevivência. Mais vale vender enquanto vale alguma coisa.

- Pelo contrário, a ANA não deverá ser privatizada uma vez que se trata de uma organização que gere infraestruturas que não existem em qualquer esquina. A solução second-best (e a melhor de todas) é a regionalização da gestão aeroportuária. No caso concreto, o aeroporto Francisco Sá Carneiro tem perdido imenso devido, precisamente, à gestão centralista, interesseira e servilista da ANA. Já que se corre o risco de ser constantemente instrumentalizada, mais vale ser desmembrada, extinta e dividida em sectores regionais autonómicos. Quanto mais não seja, vale pela concorrência.

- As participações na EDP (20%), Galp (7%) e REN (49,9%) são demasiado pequenas para fazer influência seja do que for. O erro já foi feito aquando da privatização do sector energético nos últimos anos, mas talvez por isso devam permanecer na alçada do Estado, já que permitem encaixes de alguns milhões em dividendos. Daí que a venda destas tem de ser ponderada porque tem cheiro de ser mau negócio. Depois de vender, não há volta atrás.

- Privatizar os CTT é asneira, quanto mais não seja pela ideia absurda de tornar privado um mercado que, por enquanto, é monopólio natural. Pior do que um monopólio público é um monopólio privado. Mesmo que dê muito dinheiro.

- Privatizar qualquer parte da CGD, mesmo que apenas a área seguradora, é ridiculamente despropositado. Para além de possibilitar dividendos interessantes a cada ano, o mecanismo actual da CGD (quer na banca, quer nos seguros) é um que agrada a socialistas e a liberais. Ter um banco público a disciplinar e a actuar sobre a concorrência é bem mais eficaz e seguro do que deixar a banca privada e bem solta para que precisemos de andar atrás dela a qualquer asneira que aconteça (vide BCP, BPN, BPP, etc...).

A venda de todas aquelas participações secundárias existentes na carteira acessória do Estado, fruto das entregas em dação em pagamento de dívidas fiscais, pode não dar muito dinheiro mas certamente que simplifica e desresponsabiliza participações completamente desnecessárias.

Tudo isto são questões sensíveis, mas devem ser ponderadas. Ainda assim, não deverão ser o principal: as privatizações resolvem no momento uma situação de aperto e de necessidade de receita, mas perdem em participações estratégicas, sustentabilidade de certos sectores, monopólios privados e eventuais dividendos financeiros. O importante não parece estar na receita, mas sim na despesa. Não é a privatização que traz o equilíbrio pretendido, mas pode ajudar nesse sentido.

Queremos lugares cativos!

Edite Estrela defende que devem existir quotas, para as mulheres, em práticamente todos as áreas da sociedade. Seja na área económica, na gestão das empresas(públicas ou privadas) ou  na política. Diz ainda que é a favor da nomeação de Teodora Cardoso para a presidência do Banco de Portugal. Porquê? Ora... Então? Porque é mulher!
É caso para dizer que Edite Estrela pode já reservar o seu lugar aqui. Tem é que comprar a GameBox!


domingo, 7 de março de 2010

PEC 2010-2013 - Os Benefícios Fiscais

Os boatos e pré-anúncios do PEC que o Governo está a tentar implementar em conluio com parte da Oposição parecem contemplar, entre outras coisas, a redução ou mesmo extinção de alguns benefícios fiscais, em especial na saúde e na educação.

Sobre os benefícios fiscais, convém ter uma análise muito crítica. O benefício fiscal não é mais do que um subsídio invertido que é atribuído a todos aqueles que apresentem documento comprovativo de um comportamento positivo que o Estado quer promover ou de abandono de um comportamento negativo que não se quer colectivamente apoiar. A verdade é que o benefício fiscal tem sido mais do que isso; cresceu muito em abrangência e inclui muita coisa em que não faz sentido a sua existência.

Vejam-se, a título de exemplo, os PPR’s. Quando alguém subscreve um plano de poupança, é certo que está a contribuir para um hábito saudável colectivo de que o país precisa como de pão para a boca. Ainda assim, o benefício principal é estritamente privado, dado que os ganhos daí decorrentes revertem apenas para o subscritor (excluindo o imposto sobre os juros, naturalmente). Pode-se afirmar que isto ajuda a resolver parte do problema da SS, mas não fará muito sentido premiar fiscalmente quem poupa para a reforma quando esse benefício será eminentemente privado.

O mesmo se passa com o material informático. Será certamente verdade que o país avança com o incremento tecnológico e com o maior acesso à informação e conhecimento, mas será a compra desse material que potenciará ganhos colectivos suficientes que justifiquem esse “desconto fiscal” ao adquirente? Aqui também não me parece justificável.

Na saúde, quer-me parecer que o caso é ainda mais gritante. Seria preferível manter e melhorar a estrutura pública de saúde, em vez de reduzir a colecta a quem recorre a esses serviços no privado. Partindo do pressuposto de que o serviço público é de qualidade e acessível a todos, prefiro muito mais pagar taxa moderadora de 25 euros no hospital público do que pagar 100 no privado e pedir reembolso de metade. É essa a via. Trabalhar neste âmbito é essencial para fazer com que as despesas privadas com saúde sejam uma escolha e não uma necessidade, e para que o benefício fiscal possa ser extinto sem penalizar quem precisa dele.

A educação é um caso mais bicudo. Os ganhos colectivos com a educação podem justificar o apoio fiscal, dado que todos acabamos por lucrar com uma sociedade mais conhecedora e bem formada, mas a realidade é que parte significativa dos beneficiários escolhem esse serviço no privado por opção livre. Só faria sentido manter o benefício se ele se aplicasse a quem escolheu o privado por necessidade, o que não aconteceria (lá está) se o público fosse real alternativa.

E a lista poderia continuar. Os juros de empréstimos bancários também não deveriam estar incluídos, exceptuando pelo facto de se permitir um alívio importante nas finanças familiares de muitos, muito embora o método devesse ser outro que não o “abate fiscal”.

É por abusos políticos desta índole que depois surgem grupos de doentes que, pelo simples facto de o serem, reivindicam abates fiscais. O Estado não pode ser uma teta de onde todos tentam sacar algum na altura de pagar a sua quota-parte. A este ritmo, o benefício fiscal ainda vai acabar por sair como brinde no Chocapic.

Eu contra mim falo, já que trabalho e desconto IRS e serei certamente negativamente afectado por ideias destas. Mas se há coisa que me caracteriza é o meu apoio da ideia de que os benefícios fiscais já extravasaram em larga medida o âmbito em que se deveriam inserir. Parecem-me positivas, portanto, as medidas pensadas neste sentido. Veremos o que se anuncia.

sábado, 6 de março de 2010

Diz que é uma espécie de regionalização

Recentemente Paulo Rangel lançou a proposta de elevar os presidentes das direcções regionais ao estatuto de secretários de estado.

Esta medida em termos eleitorais aparece por três motivos:
Rangel tem de clarificar a sua posição face á regionalização e essa posição tem de agradar á linha partidária que sustenta a sua candidatura e que é maioritariamente contra a dita regionalização;
Ao mesmo tempo tem de mostrar ás concelhias do interior do país( onde possui também muitos apoios) que é a favor da descentralização ainda que isso não signifique a regionalização;
Teve também em linha de conta que, qualquer proposta de descentralização não pode significar um aumento substancial da despesa pública numa era em que a austeridade impera. Á partida assegura uma descentralização da decisão política sem que isso signifique uma dispendiosa regionalização.

Esta é uma daquelas medidas tiradas da cartola com carácter de urgência para dar uma eloquência e notoriedade a uma campanha em franco estado de desalento.
Mas de facto, acaba por ser uma medida eleitoralmente inteligente quer do ponto de vista interno (no partido) e até do ponto de vista externo (na sociedade portuguesa).
O país não está em condições de fazer ou discutir uma regionalização. A regionalização que se tem discutido é um projecto dispendioso que aumentará estupidamente o peso da administração pública quando esta precisa de ser reduzida.
É claro que esta medida deixa sérias dúvidas relativamente á sua eficácia descentralizadora. Ter uma secretário de estado em cada uma das regiões do país só servirá a descentralização se este tiver competências diferentes das do secretário de estado(que é mero executor do governo) ou do presidente das direcções regionais (que não é propriamente um lugar de decisão política ou sequer de influência ou pressão sobre o governo). Para que se dê algum crédito a esta medida é preciso que se alterem competências para que não seja uma mero ajuste de estatuto.

sexta-feira, 5 de março de 2010

quarta-feira, 3 de março de 2010

A minha opinião...


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