terça-feira, 2 de março de 2010

Cadilhe com Aguiar-Branco

"(...)E como o momento é, de facto, muito grave, acho que tenho o dever de antecipar o sentido de voto. Apoio José Pedro Aguiar-Branco para presidente do PSD."

3 comentários:

  1. Este apoio vem confirmar o que aqui escrevi. Aguiar-Branco está mesmo a tomar balanço e não vai facilitar em nada a caminhada de Rangel e até, de Pedro Passos Coelho!

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  2. Se quisermos dividir o partido entre "Bases" e "Notáveis", vemos que a 1.ª categoria, segundo a sondagem da Aximage se deve hoje repartir, grosso modo, entre PPC e Rangel (cada um reúne mais de 40% das simpatias de votantes do PSD, naquilo que se descreve como um "empate técnico"). Nesta realidade, JPAB tem ainda muito para pedalar.

    Se pensarmos nas listas de "Notáveis", vemos aí que qualquer um dos candidatos colecciona apoios: Ângelo Correia, Miguel Relvas, Paula Teixeira Pinto, Miguel Frasquilho, António Nogueira Leite, Fernando Ruas (e outros) com PPC; Rui Rio, Miguel Cadilhe, Mota Amaral, Alexandre Relvas (e outros) com Aguiar Branco; Pacheco Pereira, Mota Pinto, José Luís Arnaut, Sofia Galvão, Guilherme Silva, Miguel Veiga (e outros) com Rangel.

    Em termos de tendência, temos visto Rangel a cair (pelo desagrado que causou a "traição" a JPAB; pela falta ainda mal explicada ao compromisso das europeias; e pelo modo como o seu discurso genérico de ruptura tem vindo a entrar em contradição com algumas das suas posições concretas, que o identificam com uma linha de continuidade); PPC, por seu lado, tem-se mantido num rumo de mudança e credibilização política face à sua última campanha e JPAB numa via de afirmação tranquila mas constante.

    Creio que teremos de esperar por este ciclo de debates televisivos (que hoje principia) e pelo decorrer do Congresso para melhor prever um desfecho.

    E o PSD, claro, é sempre fértil em surpresas nestas alturas. Outro dia, o "i" falava numa previsível "entrada de leão" de Santana Lopes no próximo Congresso ;p

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  3. Concordo no essencial com o que disseste. Contudo, desconfio da credibilidade ou mínima adequação com a realidade, de qualquer sondagem que se realize. Penso que a realidade das directas ultrapassa o método utilizado em qualquer sondagem, pois concorrem imensos factores de ponderação (alguns, únicos na realidade que é o PSD) que escapam a qualquer cálculo ou previsão - que se queira séria, entenda-se - do resultado.
    Não acredito que os debates televisivos tenham muita influência nas intenções de voto. Poderão, no limite, gerar uma dinâmica vencedora, mas creio que não reside aí o cerne da questão. Numas eleições como as directas, a vitória será decidida nas diversas Distritais e Concelhias. Neste tipo de eleições, o aparelho tem um papel fulcral! São os caciques locais que têm as listas dos militantes, os números de telefone e é por intermédio destes, que as quotas de muitos militantes são pagas com o intuito de assegurar votos. Ainda no outro dia fui cacicado para ir votar nas eleições para os delegados ao Congresso... Telefonaram-me e lá fui eu!
    Acredito que muita coisa irá ser decidida no Congresso, nomeadamente, nos corredores. Vai ser aí que as Distritais e Concelhias, que ainda não tomaram posição, irão esclarecer as suas posições. Os seus representantes irão "sentir o pulso à coisa" e tomarão uma posição de acordo com um juízo de probabilidade de vitória do candidato ou um juízo de custo/benefício, no apoio a uma determinada candidatura. Irá ser aí, o tudo por tudo de Aguiar-Branco, pois é o que mais distante estará do aparelho partidário residindo aí a sua maior vulnerabilidade, como bem referiste...

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