
Encerrar SAP's no distrito de Viana do Castelo é de uma burrice tal que só um martelão proveniente deste Governo o poderia fazer. Não sei em que momento da nossa breve democracia se passou a achar que a saúde era algo cujo mercado é perfeitamente operacionável no privado e que pode ser sujeita a este tipo de estrangulamentos sociais que prejudicam populações de centenas de milhar de pessoas.
Pretendem retirar vários SAPs durante a madrugada como se uma pessoa pudesse de alguma forma submeter uma escolha acerca do momento em que pretende adoecer, questionando simultaneamente a valiosa contribuição e legado que um sistema público de saúde traz para todos aqueles que dele usufruem. E fazem-no com a ignorância de quem não conhece o aglomerado urbano do distrito, mantendo apenas dois SAPs (um em cada extremo), sem garantia de ligações adequadas e em breve todas elas portajadas.
Se a estupidez não abundasse na própria lógica estrutural de redução de equipamentos hospitalares (como se eles fossem abundantes), ela certamente estaria alojada na noção de que a qualidade da prestação de saúde aumenta com a diminuição dos pontos (como se isso tivesse sido verdade até hoje) ou ainda na divina ideia de que há pontos estratégicos onde faz mais sentido haver SAP do que outros (como se não fossemos todos filhos do mesmo pai).
Este é mais um sinal de centralismo, economicidade dos gastos públicos essenciais e de contínua promoção da colisão e conflito entre pessoas debaixo de um mesmo Estado e com a mesma taxação. O mais incrível é a própria anuência da Administração Regional do Norte com esta macacada em que os seus directores são os animais circenses principais desta submissão ao interesse governativo central. Convém, certamente, transferir os custos do SAP nocturno de Valência pelos serviços de Tuy, a quem iremos acabar por pagar mais pelo mesmo usufruto que teríamos caso houvesse respeito pelas pessoas que também aqui pagam impostos e que merecem respeito, quanto mais não seja por esse mesmo facto. E quem diz Tuy, diz Vigo e Ourense.
É mesmo preciso não conhecer a realidade para aceitar uma transgressão democrática deste género. Não se esqueça que o distrito em causa é o mais setentrional do Continente. Está apegado à Galiza e eu diria mais - também ele é Galiza. É por ali que a coisa vai romper primeiro e são aquelas as primeiras pessoas a desejar abandonar esta porcaria de nacionalidade lusa para virar definitivamente os braços e o tronco a quem suporta, respeita e convive com os seus quotidianos. A vida dos Valencianos (e dos restantes concelhos do distrito) não está em Portugal. Há muito que se viraram para a Galiza, para a Europa, para fora. Eles e nós aqui, em Braga. O hábito assim o forçou e as condicionantes assim o obrigaram. Agora, a vida deles está quase toda lá, não cá. Eles não precisam de nós para nada e sabem perfeitamente que estão melhor com os outros do que connosco.
O boneco do Cavaco Silva vem falar muitas vezes da coesão nacional e do espírito heterogéneo mas sólido que o país tem. Pura ingenuidade. É com tretas destas que se alimenta e faz crescer o conflito inter-regional. Fecham-se SAP's nos distritos de Viana e de Bragança e abrem-se hospitais nas Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa, como que a criar provocações e cisões. É por isso que por vezes há males que vêm por bem: ao forçar estes conflitos, estão a impulsionar e a inflaccionar o espírito Galaico que se vai separar definitivamente da parte Marroquina deste país macrocéfalo de porcaria.
Caros Valencianos, enganaram-se na estrada que queriam barrar. Não era a ponte sobre o Rio Minho, mas sim a do Rio Mondego, em que deveriam ter metido barricadas .
Pretendem retirar vários SAPs durante a madrugada como se uma pessoa pudesse de alguma forma submeter uma escolha acerca do momento em que pretende adoecer, questionando simultaneamente a valiosa contribuição e legado que um sistema público de saúde traz para todos aqueles que dele usufruem. E fazem-no com a ignorância de quem não conhece o aglomerado urbano do distrito, mantendo apenas dois SAPs (um em cada extremo), sem garantia de ligações adequadas e em breve todas elas portajadas.
Se a estupidez não abundasse na própria lógica estrutural de redução de equipamentos hospitalares (como se eles fossem abundantes), ela certamente estaria alojada na noção de que a qualidade da prestação de saúde aumenta com a diminuição dos pontos (como se isso tivesse sido verdade até hoje) ou ainda na divina ideia de que há pontos estratégicos onde faz mais sentido haver SAP do que outros (como se não fossemos todos filhos do mesmo pai).
Este é mais um sinal de centralismo, economicidade dos gastos públicos essenciais e de contínua promoção da colisão e conflito entre pessoas debaixo de um mesmo Estado e com a mesma taxação. O mais incrível é a própria anuência da Administração Regional do Norte com esta macacada em que os seus directores são os animais circenses principais desta submissão ao interesse governativo central. Convém, certamente, transferir os custos do SAP nocturno de Valência pelos serviços de Tuy, a quem iremos acabar por pagar mais pelo mesmo usufruto que teríamos caso houvesse respeito pelas pessoas que também aqui pagam impostos e que merecem respeito, quanto mais não seja por esse mesmo facto. E quem diz Tuy, diz Vigo e Ourense.
É mesmo preciso não conhecer a realidade para aceitar uma transgressão democrática deste género. Não se esqueça que o distrito em causa é o mais setentrional do Continente. Está apegado à Galiza e eu diria mais - também ele é Galiza. É por ali que a coisa vai romper primeiro e são aquelas as primeiras pessoas a desejar abandonar esta porcaria de nacionalidade lusa para virar definitivamente os braços e o tronco a quem suporta, respeita e convive com os seus quotidianos. A vida dos Valencianos (e dos restantes concelhos do distrito) não está em Portugal. Há muito que se viraram para a Galiza, para a Europa, para fora. Eles e nós aqui, em Braga. O hábito assim o forçou e as condicionantes assim o obrigaram. Agora, a vida deles está quase toda lá, não cá. Eles não precisam de nós para nada e sabem perfeitamente que estão melhor com os outros do que connosco.
O boneco do Cavaco Silva vem falar muitas vezes da coesão nacional e do espírito heterogéneo mas sólido que o país tem. Pura ingenuidade. É com tretas destas que se alimenta e faz crescer o conflito inter-regional. Fecham-se SAP's nos distritos de Viana e de Bragança e abrem-se hospitais nas Áreas Metropolitanas do Porto e Lisboa, como que a criar provocações e cisões. É por isso que por vezes há males que vêm por bem: ao forçar estes conflitos, estão a impulsionar e a inflaccionar o espírito Galaico que se vai separar definitivamente da parte Marroquina deste país macrocéfalo de porcaria.
Caros Valencianos, enganaram-se na estrada que queriam barrar. Não era a ponte sobre o Rio Minho, mas sim a do Rio Mondego, em que deveriam ter metido barricadas .
Nao conheço o caso concrecto de Viana de Castelo mas conheço a situação em que levou ao encerramento de outros SAP's como é o caso de Gouveia.
ResponderEliminarEu assumo-me como um ferveroso Gouveense mas não posso deixar de reconhecer alguma razão no encerramento do SAP de Gouveia. De facto, o SAP tal como existia aqui não era nehuma mais valia para os utentes porque não tinha quaisquer meios para socorrer uma urgência. Aqui o Sap era apenas um serviço que tratava de encaminhar os doentes para um "verdadeiro" hospital com os meios necessários. O encerramento do Sap permite-nos poupar o tempo da passagem pelo Sap e ir de imediato para o Hospital. Acho que assim se salvam mais vidas...
A ideia da reforma não tem nada a ver com a substituição do privado pelo publico podes criticar quanto muito por tentar centralizar nas capitais de distrito.
A medida é positiva por permitir uma melhoria nos cuidados de saude. Não sei se poupa dinheiro é possivel que sim... Mas o compromisso era também o de aumentar o investimento em ambulâncias de INEM. (curiso que nunca mais nasceram bebés em ambuLãncias apesar das maternidades continuarem fechadas)
Todo o restante discurso separtista que acaba por resvalar novamente para a xenofobia penso que é escusado comentar..."parte marroquina deste país macrocéfalo de porcaria". Até Adolf Hitler era mais comedido a insultar os Judeus.
Qualquer dia o Luís Oliveira aparece na televisão a ser detido numa casa em Óbidos! :p
ResponderEliminarlolololol
ResponderEliminarAcho que te esqueceste de referir que para um SAP estar aberto toda a noite seria bom que lá estivessem profissionais capazes de lidar com uma verdadeira urgência..T.ipo avc's, paragens cardíacas, coisas to tipo..mortal... O problema é que náo estão e nem podem estar porque: a/ não há médicos suficientes e com as competências necessárias para lidar cojm urgências , b/ os que há não querem ir para a parvalheira (sim, viana é isso mesmo). Logo o paciente em quase coma ou quase morto encontraria o SAP aberto para receber o quê ? conforto espiritual? Umas cadeiras porreiras?
ResponderEliminarAcorda e lê qualquer coisinha (sei lá, por ex. o relatório de reestruturação de urgências em Portugal... (está no portal do MS)