Em palavras muito breves, quero referir-me à recente polémica sobre a negociação de compra de 30% da Media Capital pela PT.
Em primeiro lugar, é um negócio que não deve ir para a frente. Na composição accionista da PT há uma forte presença do Estado - directamente com golden share e "indirectamente" com a Caixa Geral de Depósitos - e a Media Capital detém um dos 2 canais privados generalistas portugueses. Acho que não preciso de explicar mais.
Em segundo lugar, não acredito que Sócrates não soubesse das negociações. Dada a posição relevante que o Estado tem na PT, o Governo terá certamente sido informado das negociações, antes de estas terem sido comunicadas à CMVM. Nos negócios a este nível, ninguém se atreve a realizar movimentos estratégicos sem consultar ou pelo menos sondar o Governo. Mesmo as empresas totalmente privadas o fazem, muito mais a PT! E a consulta faz-se, obviamente, antes do facto se tornar público.
Em terceiro lugar, Manuela Ferreira Leite não insinuou. Denunciou publicamente. Ou repetiu a denúncia já feita na AR, se quisermos ser rigorosos. O termo insinuação é caracterizado por uma carga de obscuridade, por vezes malícia e ainda certa cobardia, perfeito para integrar uma campanha negra. Razão pela qual os socialistas vieram logo denunciar e repudiar esta insinuação vil! Ora, eu repudio a utilização do termo "insinuação" neste caso.
Por último, e como não sou devedor de qualquer manutenção de sentido de estado e seriedade perante a opinião pública portuguesa, eu faço questão de declarar que é minha opinião pessoal que Sócrates não só sabia das negociações, como as incentivou, directa ou indirectamente. Isto, sim, era o tipo de afirmação que Manuela Ferreita Leite não podia fazer sem provas. Eu posso!
Em primeiro lugar, é um negócio que não deve ir para a frente. Na composição accionista da PT há uma forte presença do Estado - directamente com golden share e "indirectamente" com a Caixa Geral de Depósitos - e a Media Capital detém um dos 2 canais privados generalistas portugueses. Acho que não preciso de explicar mais.
Em segundo lugar, não acredito que Sócrates não soubesse das negociações. Dada a posição relevante que o Estado tem na PT, o Governo terá certamente sido informado das negociações, antes de estas terem sido comunicadas à CMVM. Nos negócios a este nível, ninguém se atreve a realizar movimentos estratégicos sem consultar ou pelo menos sondar o Governo. Mesmo as empresas totalmente privadas o fazem, muito mais a PT! E a consulta faz-se, obviamente, antes do facto se tornar público.
Em terceiro lugar, Manuela Ferreira Leite não insinuou. Denunciou publicamente. Ou repetiu a denúncia já feita na AR, se quisermos ser rigorosos. O termo insinuação é caracterizado por uma carga de obscuridade, por vezes malícia e ainda certa cobardia, perfeito para integrar uma campanha negra. Razão pela qual os socialistas vieram logo denunciar e repudiar esta insinuação vil! Ora, eu repudio a utilização do termo "insinuação" neste caso.
Por último, e como não sou devedor de qualquer manutenção de sentido de estado e seriedade perante a opinião pública portuguesa, eu faço questão de declarar que é minha opinião pessoal que Sócrates não só sabia das negociações, como as incentivou, directa ou indirectamente. Isto, sim, era o tipo de afirmação que Manuela Ferreita Leite não podia fazer sem provas. Eu posso!
Concordo contigo. Não acredito muito em coincidências a este nível... Vem no seguimento de uma grande contestação, por parte do PS, ao serviço noticioso prestado pela TVI. Qualquer accionista com a participação que o Estado detém através da sua golden share e indirectamente, como bem disseste, através da Caixa terá naturalmente conhecimento de um negócio desta envergadura.
ResponderEliminarSão evidentes as razões pelas quais o negócio não deve chegar a "bom porto" mas talvez seja uma boa altura para se repensar a participação do Estado através de "golden shares" em algumas empresas, pois em nada contribuem para a segurança e transparência do mercado...