sexta-feira, 26 de junho de 2009

O desespero leva ao erro

Na sua última aparição na sic notícias (entrevista com Ana Lourenço), José Sócrates surge como um admirável homem novo. Meigo como um cordeiro, dialogante, bem falante, o oposto do estilo que sempre cultivou ou que terá sido genuinamente seu.
Mas parece que já não é! Porque há saída do parlamento (pasme-se) reconheceu que poderia ter feito ao longo do seu mandato outras coisas de forma diferente. Quanto lhe pedem para concretizar a sugestão, Sócrates desencanta no emproviso a falta de investimento na cultura. Ou seja, o tipo de erro que se pode apontar a qualquer governo. Já que tinha de dizer alguma coisa que fosse algo que não o diminuísse em relação aos outros, de preferência que o facto de o admitir fosse o mais inconsequente possível. E lá nos cai em cima um cliché dos antigos, o tipo de coisa de que só as artes mal sucedidas se queixam, aquelas da subsídio-dependência. E lá estiveram os jornalistas e a raça dos comentadores políticos o dia inteiro a tentar espremer sumo de futos secos...
Malditos acessores de imagem, lembram-se de cada uma... Tranformar o mal disposto, rezingão e autista Sócrates na mãe do Bambi de um dia para o outro! A esquerda bem pode gostar de homens fofinhos e dialogantes. Mas sócrates não se pode esquecer de uma coisa muito importante. Não pode ser o que não é. Nunca vai ganhar nada em sê-lo.
Sócrates não ganhou a sua maioria absoluta com a esquerda. Ganhou-a do centro-esquerda ao centro-direta. Começou a perdê-la quando se começou a procupar com a birra adolescente de Alegre. E isto fê-lo desesperar porque não quer ser a esquerda sem esquerda.
Não parece, no entanto, que possa fruir com a estratégia. A esquerda está forte e impenetrável. Já a direita precisa do seu líder forte e responsável de novo. Sócrates deixa-te de esquerdelhices e volta que a gente perdoa!
Por valar em desesperos.... O Vital começou assim. Deixou de ser o Sr. Professor de direito, de grande arcaboiço intelectual e começou a malhar na direita. O resto da história já se sabe...

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