domingo, 28 de fevereiro de 2010

Futurologia à Direita




As próximas directas do PSD serão determinantes para o futuro da direita.
Em primeiro lugar porque o PSD, ainda que hipocritamente, é o partido que agrega a maioria do eleitorado do centro-direita. Não se lá encontra um único social-democrata. O partido que começou por ser uma alternativa de reacção ao socialismo é hoje um partido materialmente de direita ainda que não o seja do ponto de vista formal. Passos Coelho teve a honestidade de o reconhecer quando disse que apesar de ser este o nome do partido, escolhera um outro caminho ideológico para ele.

Em segundo lugar porque estas são as directas da clarificação. Pela primeira vez desde de que Sócrates subiu ao poder, o PSD tem aqui a sua derradeira oportunidade de escolher o próximo 1º ministro. A era Sócrates acabou para o país e para o PS. E o PS vai andar á deriva até encontrar sucessor para ele, da mesma forma que o PSD andou. Desta vez, no PSD, os “partidos” dentro do partido assumiram-se e vão às directas. Quem ganhar será o próximo candidato a PM. As eleições estão o distantes o suficiente para o futuro líder preparar o partido e próximas o suficiente para que não haja boicote ao líder.
A partir do momento em que o líder ganhe as legislativas vai haver poder para distribuir e o partido ficará anestesiado até ao fim desse ciclo.

Pedro passos Coelho deverá ganhar as eleições internas com alguma facilidade. Ainda não cometeu um único erro. È o candidato da mudança num partido que tem de mudar. Tem uma boa imagem mediática o que comprovam as suas taxas de aprovação. Para além dos seus exércitos partidários tem a simpatia do militante comum. Para além das duas qualidades tem a seu favor os defeitos de Rangel. Paulo Rangel tem os apoios divididos com Aguiar Branco. Não ficou bem visto no processo de pré-candidatira e conseguiu hostilizar Aguiar Branco. Cometeu demasiados erros num curto espaço de tempo: desde a intervenção de pré-campanha no Parlamento Europeu, a antecipação pouco ética em relação a Aguiar Branco, tudo isto provocou mossa na sua imagem pública. Ganhou umas eleições, pois ganhou. Teve o mérito de ser persistente e batalhador na campanha das europeias e mas teve a ajuda de Vital Moreira que as soube perder.

Também é verdade que o congresso será o grande palco destas directas mas Passos Coelho parte em clara vantagem e só tem de a saber manter. Se Passos Coelho sair bem no congresso tem a eleição assegurada.


Na era Passista o PSD será um partido liberal. Liberal económico e liberal social. Aqui reside a grande questão. Que tipo de eleitorado terá um partido destes em Portugal? Na maioria dos países ocidentais estes partidos ocupam o centro-esquerda e são relegados para terceiro lugar como os liberais democratas no Reino Unido. O truque no PSD é a indefinição agregadora no que toca aos costumes. Se o PSD de Passos Coelho não tocar no assunto dos Costumes e aludir a economia liderará a direita. Se insistir neste liberalismo social será empurrado pelo CDS para o centro. Paulo Portas poderá consolidar a direita liberal económica e conservadora. Tudo depende de Passos Coelho.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Isto Promete

"Sócrates vai ser o primeiro chefe do Governo a depor na AR" in Público


O PS responde dizendo que a oposição está apostada em "enlamear a vida política e atacar o primeiro-ministro" e em "colocar em causa o carácter” de José Sócrates, lançando “insultos” e “calúnias”.
A questão que se coloca é de saber quem é que enlameia a vida política e coloca em causa o carácter de Sócrates: é a oposição que quer esclarecer a verdade sobre factos gravíssimos que, esses sim, enlameiam a vida política e colocam em causa o carácter de Sócrates; ou são Sócrates e o PS, que deram fundamento para este clima de suspeição e estão agora apostados em não esclarecer nada do que se passa?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Novo fôlego para a candidatura de Aguiar-Branco?

Talvez tenha sido precipitado o vaticínio, que a maior parte dos comentadores políticos fizeram, da mais que provável, "morte" da candidatura de Aguiar-Branco à liderança do PSD, em virtude do anúncio da candidatura do delfim de MFL, Paulo Rangel. Não posso deixar de admirar a obstinação do candidato Aguiar-Branco que com alguma paciência de estratega tem sabido esperar pelos apoios, que agora começam a surgir de alguns sectores do PSD, nomeadamente, de algumas personalidades importantes do partido e da própria sociedade civil. Refiro-me concretamente aos apoios de Mira Amaral, Rui Rio, Mota Amaral e Alexandre Relvas que têm vindo a público manifestar o apoio claro a Aguiar-Branco.
A candidatura de Aguiar-Branco foi mesmo a primeira a criar o seu site, bom por sinal, mas ainda sem um esboço de ideias ou qualquer plano de intenções para o país, mas que espero que vá ser criado em breve, até porque, o candidato que sair vencedor destas directas será com certeza o próximo primeiro-ministro de Portugal e, por isso mesmo, é imperioso clarificar o rumo que desejamos traçar para o país.
É impreterível realçar a importância destas directas, pois o partido irá escolher o candidato que poderá disputar, num horizonte mais próximo do que antevíamos, as próximas eleições legislativas. Face à constante descredibilização deste Governo e do seu PM, o PSD, a partir de 26 de Março, tem que estar preparado para se assumir como uma alternativa clara e credível para formar Governo e, deste modo, proporcionar alguma esperança a um país que corre o risco de entrar numa morte lenta...
Do ponto de vista estratégico, o apoio dos Vice-presidentes Paulo Mota Pinto e Sofia Galvão à candidatura de Paulo Rangel, até se pode revelar benéfico para Aguiar-Branco na medida em que este deixa de ser visto como candidato de continuidade, de algo de que pouco vale continuar... Uma linha gasta, ultrapassada que somou insucessos eleitorais, excepção feita à vitória nas europeias, e que, apesar dos sucessivos escândalos de José Sócrates, continua, de acordo com as sondagens, a não ser alternativa a uma governação perfeitamente desvairada. Cabe ainda acrescentar também, que o apoio de Pacheco Pereira a Paulo Rangel poderá também ser benéfico a Aguiar-Branco pois, convém não esquecer, que uma importante facção do PSD já considerou Pacheco Pereira como "a loira do PSD"!
Vai ser importante a clarificação da distrital do Porto que ainda não manifestou a preferência por nenhum dos candidatos. O presidente da distrital, Marco António Costa, já esteve na apresentação do livro de Pedro Passos Coelho bem como no anúncio da candidatura de Aguiar-Branco. Parece, estar ainda, a realizar um compasso de espera para subscrever o apoio da distrital a uma das candidaturas, sendo que, convém frisar, nas últimas directas o apoio da distrital foi de imediato para Passos Coelho. Este compasso de espera não deixa de ser estranho o que significará que existirão ainda, alguns "jogos de bastidores". De qualquer modo, uma coisa parece certa: o apoio da distrital do Porto não será para Paulo Rangel.

Apesar de apoiar Pedro Passos Coelho à liderança do PSD, confesso que respeito cada vez mais a candidatura de Aguiar-Branco, pela sua determinação e coragem em enfrentar um desafio que muitos pensavam perdido à partida, e pela coerência e rectidão que tem demonstrado. É um indivíduo capaz, de mérito profissional reconhecido e, por isso, considero-me satisfeito pelo partido contar com mais um candidato de valor para disputar a liderança do PSD e, posteriormente, as eleições legislativas.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Previsível

"Sócrates quer apertar a lei do segredo de justiça"  

Não esperava eu outra coisa...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Frases que marcam...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O pequeno-almoço da polémica



P.S. E isto vale muitos votos!

Método Socrático

                                                             "Só sei que nada sei"



"O método socrático consiste numa prática muito famosa de Sócrates, o filósofo, em que, utilizando um discurso caracterizado pela maiêutica (levar ou induzir uma pessoa, por ela própria, ou seja, por seu próprio raciocínio, ao conhecimento ou à solução de sua dúvida) e pela ironia, levava o seu interlocutor a entrar em contradição, tentando depois levá-lo a chegar à conclusão de que o seu conhecimento é limitado." in Wikipédia
(1)ver ainda a maiêutica

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Os Boys e Sócrates




O problema não é como falam os boys do PS. Por mim, nas suas conversas privadas, podem dizer os palavrões que quiserem. O problema é o que falam.
Mas na verdade o problema nem é tanto o que falam os boys. Boys há em todos os partidos, e em todos os partidos há boys que falam assim e que têm estas ideias sem escrúpulos. O problema maior é que eles falam isto com o conhecimento, a cobertura e o incentivo de Sócrates. Sócrates é que é o problema. O comportamento de quem o rodeia é da sua responsabilidade, a partir do momento em que verificamos que é sob a sua coordenação que esse comportamento se verifica.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Se quiserem, nós testemunhamos a incompetência dele (mas hey!, é português e merece palminhas!)

Nomear o Constâncio para supervisor da Zona Euro (como "responsável pela direcção dedicada à estabilidade financeira") é quase tão tragicómico como meter um cego a controlador aéreo.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Calma! Por favor...

"PS desafia oposição a apresentar moção de censura ao Governo"

Têm toda a razão! Mas pode ser só a partir de 26 de Março? Sim?
É só mais mês e meio; depois faça-se a tal moção para bem da Nação!

Permitem uma opinião de alguém que não é do PSD?

Ok, coloquemos o Aguiar-Branco de lado por um breve momento.

Entre o liberal e o gordo, pá... que venha o primeiro.

Eu sei que o liberal comete o erro de não querer a regionalização (pelo menos para já), ... mas o gordo? A sério? O gordo simboliza tudo aquilo que o PSD foi nos últimos 20 anos, com tudo de bom e de mau que lhe está associado. O gordo é a pseudo-ruptura e a não-mudança na continuidade; é o D. Sebastião que os velhos barões querem carregar para impedir a mudança. O gordo é populista, mentiroso e traidor. O gordo nem sequer é social-democrata e inscreveu-se no partido há 2 anos por causa de uma janela de oportunidade política internamente patrocinada e apadrinhada. O gordo é o Messias simbólico do carreirismo jurássico que degenera o PSD há anos e anos e que não tem dado frutos nem para o partido nem para o País. O gordo é, em suma, mais do mesmo.

Será que é o gordo que queremos como o mais-que-provável próximo Primeiro-Ministro, talvez ainda este ano? Faça-se lá um balanço mais ponderado do Cavaquismo, sff.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Momento lúdico (1)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O Elefante no Meio da Sala

Não é meu hábito fazer posts que se resumem a remeter para outros posts. Mas não resisto a recomendar a leitura deste, no Blasfémias.
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