Portanto, como eu ia dizendo, as agências de rating que estiveram na origem da hecatombe financeira da Islândia (e não só) têm vindo a baixar o rating do país e ameaçam metê-lo ao nível mais rastejante possível, onerando ainda mais a sua população. Irónico e porco, mas coisas destas ainda acontecem.
Quando se fala destes abutres, convém não esquecer dos 3 principais. Um deles, a Moody's, facturou mais de 2 mil milhões de dólares em 2008 (sim, o ano em que revelaram ao Mundo os disparates que haviam feito foi mesmo recordista), dos quais 2/3 dizem respeito à sua actividade de avaliação de empresas, títulos e fundos de investimento.
Estas empresas fazem as avaliações mediante um pagamento, não dos investidores dos títulos que querem saber do seu risco, não das organizações internacionais que regulam o sistema financeiro global, não das empresas financeiras que são meros peões nesta encruzilhada global. Não. Quem paga a avaliação dos títulos são as próprias empresas que os lançam.
Não percebeu, caro leitor? É simples: é como se eu tivesse uma padaria e contratasse uma empresa de avaliação de panificação, para que pudesse meter um certificado de qualidade à porta, pagando eu directamente por essa "auditoria". Chama-se a isso pizzo pagamento. E como estamos a falar de gente honesta, que não faz depender o resultado da avaliação do montante que recebe, todos ficam felizes com a designação "excelente". O negócio está protegido.
No caso do vizinho do lado, que é pasteleiro mas que não contratou a empresa de avaliação porque acha que ela não tem credibilidade ou porque a avaliação não se aplica à sua actividade, o analista de rating observa do lado de fora e se lhe parecer que a coisa tá má ou se simplesmente não gostar da côr das paredes, trata de meter uma certificação negativa da pastelaria no jornal da aldeia e lança-lhe boatos e ameaças em jeito paternalista, prejudicando o pobre empresário só porque lhe apeteceu, enquanto ele não tomar as medidas que o analista "exige" e considera como "certas".
Qualquer semelhança com uma versão moderna da Máfia Siciliana ou Calabresa é pura coincidência.
Quando se fala destes abutres, convém não esquecer dos 3 principais. Um deles, a Moody's, facturou mais de 2 mil milhões de dólares em 2008 (sim, o ano em que revelaram ao Mundo os disparates que haviam feito foi mesmo recordista), dos quais 2/3 dizem respeito à sua actividade de avaliação de empresas, títulos e fundos de investimento.
Estas empresas fazem as avaliações mediante um pagamento, não dos investidores dos títulos que querem saber do seu risco, não das organizações internacionais que regulam o sistema financeiro global, não das empresas financeiras que são meros peões nesta encruzilhada global. Não. Quem paga a avaliação dos títulos são as próprias empresas que os lançam.
Não percebeu, caro leitor? É simples: é como se eu tivesse uma padaria e contratasse uma empresa de avaliação de panificação, para que pudesse meter um certificado de qualidade à porta, pagando eu directamente por essa "auditoria". Chama-se a isso pizzo pagamento. E como estamos a falar de gente honesta, que não faz depender o resultado da avaliação do montante que recebe, todos ficam felizes com a designação "excelente". O negócio está protegido.
No caso do vizinho do lado, que é pasteleiro mas que não contratou a empresa de avaliação porque acha que ela não tem credibilidade ou porque a avaliação não se aplica à sua actividade, o analista de rating observa do lado de fora e se lhe parecer que a coisa tá má ou se simplesmente não gostar da côr das paredes, trata de meter uma certificação negativa da pastelaria no jornal da aldeia e lança-lhe boatos e ameaças em jeito paternalista, prejudicando o pobre empresário só porque lhe apeteceu, enquanto ele não tomar as medidas que o analista "exige" e considera como "certas".
Qualquer semelhança com uma versão moderna da Máfia Siciliana ou Calabresa é pura coincidência.
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