sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Luís Oliveira não vai gostar disto...

"The US economy grew at the fastest rate in six years during the fourth quarter, offering hope that the recovery is gaining sustainable momentum, official figures showed on Friday." in Financial Times

"In the fourth quarter of last year American GDP grew by an impressive 5.7%, at an annual rate, the best quarterly performance since 2003. Expansion was driven by growth in private inventories and an increase in exports." in The Economist

A propósito disto...

6 comentários:

  1. ?
    O Luís Oliveira não está a perceber a comparação, até porque:
    - o Luís Oliveira anda a dizer desde o Verão do ano passado que o segundo semestre de 2009 seria mais forte do que o previsto devido à reposição de inventários, tal como diz nesse artigo:
    "Of the 5.7% increase in real output, 3.4 percentage points came from inventory changes, as firms which had operated on a shoestring in the recession built inventories back to normal levels."

    - o Luís Oliveira tinha razão ao dizer que a queda seria ainda maior se o Estado não tivesse intervido - no ano de 2009, no geral, o PIB dos EUA decresceu 2,4%, também dito por esse artigo.

    - o Luís Oliveira tinha razão ao ter dito que o consumo estava a abrandar - esse artigo diz que o consumo desacelerou nesse trimestre.

    - o Luís Oliveira também disse o ano passado, várias vezes, que esta sensação de fim de recessão é falsa, pois 2010 vai mostrar crescimento mais baixo do que o esperado, a nível geral, especialmente no investimento. (you'll see)


    João, crescer 5,7% num trimestre não é especial se tiveres em conta que os trimestres anteriores foram anomalamente baixos. É pena essas contas oficiais só serem feitas pelos EUA e por mais uns quantos, senão podíamos comparar com a nossa performance e não seria muito diferente.

    O que o Luís Oliveira disse no outro post foi a posição geopolítica dos EUA. Esse artigo não o desmente nem o confirma. Esses dados são puramente conjunturais, não permitem concluir nada. ;)

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  2. O valor é significativo porque representa o nível mais alto de crescimento desde há seis anos. Sim, concordo que a crise ainda n passou e n estará para breve, mas o sentido do post foi alertar-te para a recuperação dos E.U.A. O que significa que levará mais algum tempo para veres o teu desejo concretizado: a falência dos E.U.A e a China como a potência líder mundial.

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  3. João, não é uma recuperação. Vais ver daqui a uns meses que isso não significa nada. É o valor mais alto dos últimos 6 anos porque 2008 e a primeira metade de 2009 foram quedas enormes.
    Mas eu um dia destes complemento o outro post com mais outro.

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  4. Nem por acaso, notícia saída hoje:

    http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1420571

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  5. Oh! Esse diz isso porque todos os outros acreditam na recuperação...
    Ser economista(sem ofensa Luís) é como apostar em corridas de cavalos; apostam em coisas diferentes para depois chamarem a si a vitória pelo facto das sua adivinhações estarem correctas. Tudo isso é especulativo e a verdade é que ninguém sabe o dia de amanhã a não ser, claro, o professor Bambo! lol

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  6. Essa é a ideia de quem está de fora (sem ofensa, João). O mais semelhante a corridas de cavalos na economia está na defesa de um modelo económico. É do mais estruturante e longínquo possível, e está sujeito a teses diametralmente opostas. Isso, sim, é uma lotaria, até porque as variáveis sociais não permitem que um modelo seja replicável na perfeição (em teoria, existem milhentos modelos dentro dos 2 ou 3 que hoje temos como mais discutidos e cada país é um país).

    Em termos conjunturais, até é bastante fácil ser objectivo. Se leres bem os dados, e cruzares com a História Económica, terás com grande grau de certeza a confirmação de que a recuperação ocidental vai ser fraca e lenta. É preciso é ler bem e não acreditar nos contos de fadas de que um país engripado já pode saltar da cama e sair de casa à vontade e sem preocupações.

    "Esse", como o apelidaste, é o Roubini, que é só um dos maiores especialistas vivos em Globalização Económica, Economia Internacional e Macroeconomia, a par do Stiglitz, do Martin Woolf, do Krugman, do Dani Rodrik e do Brad deLong. Pouco há de ideológico ou de "apostador" nas suas declarações. Há muita informação e conhecimento, para além de adaptabilidade a uma situação nova que muitos tentam ver como algo perfeitamente comum e simples (lembro-te que esta crise é especial e requer atenção redobrada).


    Só para esclarecer: não se está a dizer que os EUA não vão recuperar. Obviamente que vão. Mas nem os EUA nem o Mundo Ocidental vão recuperar tão rapida e sustentavelmente como se pensa numa primeira análise dos números de crescimento que aí meteste. É isso que se discute. Repito que não se discute o futuro de médio-longo prazo dos EUA. Isso é outra questão.

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