segunda-feira, 27 de julho de 2009

Instrumentalização na Política

Instrumentalização é o que nos revela o recente caso de Joana Amaral Dias.
O PS, com o intuito de alargar a sua base de apoio, tentou instrumentalizar Joana Amaral Dias, por ser uma figura reconhecida na juventude da esquerda. Para instrumentalizar Joana Amaral Dias, instrumentaliza um cargo público, pois que, vivendo-se na ilusão de que o Estado é uma empresa privada, pode distribuir-se os cargos públicos a quem bem se quiser e pelos motivos que se quiser.
Já o Bloco também não resistiu a instrumentalizar este caso. Não me entendam mal; ainda bem que o fez! Pelo menos, assim se denuncia uma forma pouco nobre de fazer política. Mas não deixa de instrumentalizar o caso. Em rigor, a denúncia devia ser feita por Joana Amaral Dias. Não basta confirmar aos jornais aquilo que já foi denunciado em viva voz às televisões. Tendo sido ela convidada numa conversa privada, ela é que devia directamente denunciar o convite, arcando directamente com as consequências de se revelar uma conversa privada. Faltou alguma coragem, que tem o efeito negativo de não levantar completamente o véu sobre a verdade, pois, se ela não é capaz de afirmar publicamente que foi convidada, pode considerar-se que talvez até nem seja verdade. Eu acho que é verdade, mas admito que digam que não é.

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