História de quem venceu nos mercados
A ler atentamente. Diria que acertou na mouche.
"Ouve-se e não se acredita: quando o então governador do Banco de Portugal, António de Sousa, atribuiu uma licença a João Rendeiro para abrir o BPP, fê-lo "contrariado". De repente, tudo fica claro sobre a supervisão em Portugal: não é incompetente, é impotente. Que pena a Comissão de Inquérito Parlamentar já ter acabado... (...)"
A ler atentamente. Diria que acertou na mouche.
Na verdade, se este assunto fosse levado a Comissão Parlamentar, na fotografia que ficaria mal não seria o BdP, mas a própria Assembleia.
ResponderEliminarÉ o poder legislativo que determina se as licenças bancárias podem ser admitidas ou recusadas arbitrariamente, ou se o Governador fica vinculado a respeitar a vontade dos accionistas se estiverem cumpridos os requisitos legais.
Os advogados do BPP mostraram aqui apenas saber defender os interesses dos seus clientes, aproveitando a lei. E António de Sousa limitou-se a cumpri-la. Se não gosta, reclame com o Parlamento.
O que mais me intriga nesta coluna de opinião que transcrevi e linkei no post é a porta que se me abriu nesta matéria e que desconhecia. Às vezes, preferia ficar na ignorância.
ResponderEliminarNão há modo discriccionário possível (no âmbito do BdP) de evitar que um banco seja erigido, mesmo que este cumpra os requisitos legais criados, claro está, pela AR? Então para que serve um BdP que já não gere política cambial nem monetária e se limita à supervisão? A nada! Pasmei.