segunda-feira, 13 de julho de 2009

O novo/velho e bom liberalismo de sempre



" (...)Alguns socialistas parecem querer acreditar que as pessoas devem ser números num computador do estado. Nós, acreditamos que devem ser individuos! Todos somos diferentes. Ninguém, graças a deus, é igual a ninguém mesmo que os socialistas pretendam que sim. E acreditamos que todos temos o direito de ser diferentes, mas para nós todo o ser humano é igualmente importante.
O direito dos Homens de trabalharem na actividade que desejarem, de gastar o que ganham, de possuir propriedade, de ter um estado como servente e não como mestre é a essência de uma economia livre, e dessa liberdade todas as outras dependem!(...)"

Ao olhar para este video não posso deixar de sentir uma pontada de inveja do povo britãnico. Pelos seus carismáticos líderes, pelas suas ideias políticas, pelos discursos que deixam "pele de galinha", pela leve sensação de que se vive história.

A vida política portuguesa por outro lado é enfadonha, desinteressante, baixa e previsivel. Não vive de ideias e convicções fortes. Não discute programas reformadores, limita-se a propor pequenos ajustes no sistema sem nunca o reformar. A vida política portuguesa é frustante para os conservadores, porque não os representa, porque lhes limita constitucionalmente um programa mais arrojado.

Fazem falta ao país personalidades politicas como esta, com ideias políticas como estas e partidos políticos como este (partido conservador). O país precisa... de uma revolução conservadora!

3 comentários:

  1. Eram outros tempos... Hoje, em princípio, não temos de nos preocupar com a ideologia verdadeiramente comunista/socialista. Hoje há um certo consenso no modelo sócio-económico a seguir. Sempre com algumas variações, claro, mas ninguém anda por aí a apelar a cortes radicais com o modelo em que vivemos. Ou se apela a isso, não tem votos porque não é o que o povo quer.
    Note-se que não se deve confundir uma certa demagogia esquerdista com uma posição claramente definida de defesa de um novo modelo sócio-económico.
    Na minha opinião, é isto que faz com que os discursos de hoje não venham carregados com a ideologia de outros tempos. São muito mais técnicos, por vezes mais vazios, quase sempre centrados em problemas concretos e sectoriais, quase nunca com uma visão de conjunto. Isto é bom porque demonstra que não há grandes divisões quanto à visão de conjunto, mas também mau porque começa a desvalorizar-se a ideologia e a importância do equilíbrio de uma visão de conjunto.
    De qualquer forma, concordo que eram bons discursos, que não devem ser esquecidos, pela importância que tiveram na definição do tempo em que vivemos. Mas são coisa do passado.

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  2. O modelo sócio-económico português está longe de ser semelhante ao modelo britânico e americano. Portugal só nos anos 80 teve a sua revolução welfare state, nunca chegou a ter uma revolução neoliberal. Portugal está 30 anos atrasado e só por isso não chegou a discutir o neoliberalismo.

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  3. Opções partidárias à parte, discordo parcialmente.
    Não me querendo alongar muito nem perder-me em fundamentações teóricas e abstractas, deixo apenas uma reflexão:

    Talvez seja mais pertinente, face à sociedade actual, adoptar uma política mais pragmática do que ideológica, onde a ideologia cede por vezes face ao útil e necessário, embora sem nunca se perderem de vista os valores axiológicos fundamentais que são partilhados pela comunidade para a qual se destina aquela política.

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