Parece-me muito cedo para estar já a granjear Obama com o Nobel da Paz. Não faz sentido atribuir um prémio destes apenas com base na esperança criada, sem ainda se verificarem os seus efeitos.
E no tempo em que já esteve no poder, Obama não se distinguiu em nada de especial pela promoção da paz. Ainda recentemente recusou receber Dalai Lama, cedendo aos interesses que partilha com a China, por exemplo.
Cedo ou tarde, é subjectivo. Está visto que desta vez o critério foi o da expectativa e o da esperança ao contrário da habitual experiência e "achievement". É, isso sim, um objecto delicado de pressão política numa situação como a actual. Já não vai ter tanta margem de actuação com esta atribuição.
ResponderEliminarNão podes é dizer que não tem feito trabalho de esforço "especial" pela paz. Há gajos em cargos dessa natureza que te contradizem num instante.
Apanhou-nos todos desprevenidos. Ninguém estava à espera dessa.
Também acho um pouco prematuro e é inédito um prémio prestigiante como este ter sido dado por antecipação. Em período de decrescente OBAMANIA lá se dá um "geito" para alimentar esta esperança e optimismo irrealista.
ResponderEliminarMas bem vistas as coisas o Nobel da paz sempre foi aquele Nobel que veio parar ás mãos de uns quantos sem se saber bem porquê é o caso de Al Gore ou até Arafat...Os critérios deste prémio são sempre um tanto dúbios e atribuídos por motivos um tanto obscuros.
Apenas desse prémio lol?
ResponderEliminarComo diria eventualmente o nosso ilustre Bastonário Marinho Pinto, toda aquela Academia é simplesmente fedorenta, apresentando um obscuro passado de dúbias escolhas ;p
Vou dar só o exemplo do Nobel da Literatura: por razões ideológicas, Leo Tolstoy, Mark Twain, Émile Zola ou Henrik Ibsen nunca receberam o prémio. Marcel Proust, André Malraux, James Joyce ou John Updyke também nunca viram consagrado no Nobel o prestígio que a Literatura Mundial lhes viria a atribuir. Greene e Nabokov foram preteridos em favor de dois desconhecidos autores suecos, por sinal, também membros do Comité de Selecção! Salman Rushdie e Arthur Miller foram recusados por serem "muito previsíveis, muito populares". E em 2009, uma escritora sem "pergaminhos" no Mundo Literário e por razões apontadas de cariz político retirou mais uma vez a oportunidade a nomes como Philip Roth, Amos Oz ou Mario Vargas Llosa :/
Nem é preciso penso eu, recordar que por 5 vezes o Nobel da paz foi recusado (e nunca foi atribuído) a Mahatma Gandhi para chegar à simples conclusão de que os Nobel são escolhas. Escolhas feitas por homens. E como tal sujeitas a todo o tipo de discriminação, subjectivismo, politiquice e parca justiça que podem caracterizar as escolhas humanas.